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País se mobiliza e pede justiça por Beatriz

11 / abr
Publicado por Raphael Guerra às 19:11

 

Uma campanha nas redes sociais está mobilizando pessoas de todas as partes do Brasil e até em outros países. São pedidos de justiça pelo assassinato da menina Beatriz Mota, de 7 anos, em Petrolina. Vídeos estão sendo publicados na página “Beatriz clama por Justiça”, no Facebook, e já receberam milhares de visualizações. Até o início da noite desta segunda-feira (11), a fan page já havia sido curtida por mais de 3 mil usuários da rede social. Em apenas 24 horas, conseguiu mais de 150 mil visualizações.

A morte de Beatriz aconteceu em dezembro do ano passado. Ela foi encontrada morta, com uma faca cravada na barriga, durante festa de formatura. De acordo com a polícia, os pais da criança, que também estavam no evento, notaram o desaparecimento da menina e a chamaram pelo microfone do palco que estava montado na quadra do colégio. As pessoas se mobilizaram e formaram duplas para procurar pela menina, cujo corpo estava dentro de um armário no vestiário esportivo. O perito Gilmário Lima afirmou que a menina não teria sido morta no local onde foi encontrada.

 

Menina de 7 anos foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal
Menina de 7 anos foi encontrada com uma faca cravada na barriga dentro de um armário no colégio particular. Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo com tamanha repercussão do caso, as investigações se arrastam, com troca de delegados e sem nenhuma prova concreta em relação à autoria do crime. A polícia chegou até a divulgar um número de WhatsApp para denúncias, como envio de fotos e vídeos, em relação ao caso, mas não foi suficiente para capturar o executor do crime. Sete funcionários do colégio particular são considerados suspeitos por apresentarem contradições em depoimentos.

No último dia 31, a Polícia Civil de Pernambuco decretou sigilo nas investigações após duras críticas feitas por advogados do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora De acordo com a defesa, o delegado Marceone Ferreira teve conduta inadequada ao apontar funcionários da instituição como suspeitos de envolvimento do crime – mesmo sem provas suficientes.


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