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MPPE cobra uma delegacia para investigar crimes contra crianças em Olinda

17 / jul
Publicado por Raphael Guerra às 6:30

Em Olinda, não há delegacia especializada para apurar crimes envolvendo crianças e adolescentes. Foto: Agência Brasil

Apesar de dois anos de cobranças do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Polícia Civil ainda não solucionou o atraso nas investigações de crimes envolvendo crianças e adolescentes que vivem em Olinda. O município ocupa a segunda colocação no ranking de atos infracionais no Estado, mas continua sem uma delegacia especializada para apurar os casos – que também incluem os abusos sexuais ou agressões domésticas sofridos por menores de 18 anos. Desde 2017, o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) de Paulista deixou de investigar esses crimes registrados na cidade vizinha.

A situação é tão crítica que os inquéritos, acumulados, estão sendo redistribuídos para outras delegacias de Olinda, por recomendação do MPPE. Mas as unidades policiais estão com excesso de investigações e número insuficiente de policiais para dar conta de tudo. Nessa terça-feira (16), uma TV local mostrou o desespero de pais que há um mês cobram esclarecimentos sobre a denúncia de que a filha de três anos teria sido abusada sexualmente dentro de uma escola particular na cidade. Um mês e nada de respostas. Como pode?

E o acúmulo de inquéritos sem resposta não se resume aos casos envolvendo menores de 18 anos. Em denúncia feita ao Ronda JC, neste mês, policiais da Delegacia de Homicídios de Olinda relataram que o efetivo é baixo para investigar tantos inquéritos e a ordem é priorizar apenas aquelas mortes registradas neste ano.

Bom, mas voltando ao problema da falta de delegacia para investigar os casos relacionados a crianças e adolescentes em Olinda, o MPPE marcou para o próximo dia 30 de julho uma audiência para discutir o assunto. Foram convidados o prefeito de Olinda, Lupércio Nascimento, além de secretários municipais, Câmara de Vereadores, Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Polícia Civil e a OAB-PE. O encontro, aberto ao público, começa às 9h, na sede das Promotorias de Justiça de Olinda, na Avenida Pan-Nordestina, 646, Vila Popular, próximo ao Fórum da cidade.

Agora, com mais essa iniciativa do MPPE, é torcer por uma solução o mais breve possível. Afinal, apurar os crimes contra crianças e adolescentes deveria ser uma das prioridades da segurança pública no Estado.

 


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