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Jonathan Balotelle: por dias melhores no Sport

Ramon Andrade
Ramon Andrade
Publicado em 26/05/2013 às 12:54
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Do Jornal do Commercio

A imprevisibilidade do futebol e os altos e baixos do esporte desencantaram o jovem Jonathan ainda cedo. Como outros adolescentes, sonhava em ganhar os campos do Brasil - por que não dizer do mundo? -, mas entre uma dispensa aqui, um salário atrasado acolá, resolveu parar. Dava mais futuro trabalhar. O futebol entrava na sua vida em espasmos. Às vezes, com os convites que recebia para jogar na várzea por uns trocados. Outras ocasiões, nas peladas com os amigos. Três anos depois de decretar o fim da carreira, resolveu voltar. Flertou com o Rio de Janeiro, encarou de frente um convite para jogar a Série A2 do pernambucano em 2012, até que, este ano, foi destaque do Pesqueira, com 13 gols na elite do futebol estadual. Foi parar no Sport, onde quer, enfim, viver dias melhores no futebol.


O início de Jonathan foi promissor. Fez teste no Corinthians e ficou por quatro meses. Logo depois, chegou ao Fluminense. Com o deslumbramento de quem conheceu de perto grandes estruturas, ter ido para o Artesul, do Rio de Janeiro, foi o primeiro baque. Após algum tempo de Rio Claro, resolveu parar. Em três anos, trabalhou numa lan house e como pedreiro em obras lá em Macaé mesmo. "Sofri tantas decepções que achei melhor deixar o futebol de lado", lembra.


Quem não se conformou com a decisão foi irmão Thiarles. Era ele quem repetia, sempre que podia, que Jonathan tinha de voltar a jogar, mas nunca tinha êxito. Até conseguir uma vaga para ele no modesto Carapebus, do Rio. Antes, teve de passar no teste e tirou dinheiro do próprio bolso para poder jogar. Chegar à titularidade foi o passo seguinte. "Ali, passando por tudo que passei lá, senti que o futebol era o meu lugar. E ia fazer de tudo para crescer na profissão", lembra.


Disputou o Carioca da Série C e, mesmo sem salário, conseguiu o acesso da equipe, que minguou no ano seguinte, por falta de dinheiro. A sorte, no entanto, sorriu para o jogador, que interessou ao Friburguense. Fora o lance de sorte, uma situação inusitada. Recebeu o convite da Acadêmica Vitória para jogar a Série A2 do Pernambucano. Fez quatro gols em 15 partidas e chamou atenção dos pesqueirenses que o trouxeram para o Estadual de 2013, desse vez para atuar pela Série A1.


"O início no Pesqueira foi difícil. Fiquei todo o primeiro turno sem marcar. Até que veio o segundo e as coisas mudaram. Fiz uma bela partida contra o Sport, na qual marquei um gol, e ao final da competição já tinha feito 13". Foi no Pesqueira, na pré-temporada, que se transformou em Balotelli. Numa conversa com os parceiros de equipe, falou da vontade de fazer um moicano como o de Neymar. Os colegas falaram sobre o italiano Balotelli e ele seguiu à risca. Queria era impressionar. "Raspei o cabelo e pintei de louro. Os jogadores logo começaram a me chamar assim. No início, nem deu sorte. Pensei em mudar. Mas o apelido pegou e visual ficou. Não teve jeito", diz.


No Sport chega para negar a tradição de que dificilmente os jogadores de times pequenos conseguem se firmar em grandes clubes. "É uma mudança muito grande, pode ter certeza. Num time pequeno, tem dois, três jogadores que são elevados numa condição melhor. No Sport, todo mundo é talentoso, é igual. É difícil sobressair assim. Mas estou dando o meu melhor. Vou mostrar raça e vontade. Assim, eu vou conquistar meu espaço", conta.

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