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"Vim do meu próprio planeta, o Zlatan", afirma Ibrahimovic

Maria Lua Ribeiro
Maria Lua Ribeiro
Publicado em 23/11/2018 às 17:34
 Foto: Reprodução/Twitter
Ibrahimovic fez história na MLS com a camisa do LA Galaxy - FOTO: Foto: Reprodução/Twitter
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Em ‘I am Football’, livro lançado nesta semana, Zlatan Ibrahimovic reúne lembranças de toda a sua carreira no futebol, trazendo aspectos particulares e necessários para compreendê-lo. Um deles, inclusive, foi citado em entrevista à BBC, quando o artilheiro disse ter vindo do planeta Zlatan.

"Eu vim do meu próprio planeta, como algo que ninguém tinha visto antes. Sou um rapaz dessa área que pensam ser o gueto. Eles me viram de maneira diferente, não me fizeram sentir bem-vindo, não me fizeram sentir como todos os outros. Mas eu vim com algo diferente e agora todos seguem isso. Vim do meu próprio planeta – o planeta Zlatan", disse o jogador em entrevista à emissora do Reino Unido.

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Transformação

Um dos momentos mencionados pelo jogador durante a sua carreira, foi a transformação vivida por ele ao chegar na Série A. "No começo, onde eu cresci, não era sobre marcar gols. Era sobre quem tinha as melhores habilidades, a melhor técnica. Eu levava isso para onde quer que fosse. Em certo momento, ouvi: 'Esse é o alto nível, você precisa decidir. Você é um atacante, precisa nos dar gols. Se não marcar, não preciso de você', disse.

Juventus

Ibrahimovic contou que ele percebeu essa mudança quando chegou à Juventus. "Estava no Ajax, jogando bonito. Tinha pressão lá também, mas foi na Itália que tudo se tornou sobre gols, com Capello. Tudo era novo para mim. A Juventus era como 'uau, grande clube, grandes jogadores, grande técnico, grande história, uau'. Foi quando o futebol italiano estava no topo e eu sabia que, para permanecer ali, tinha que trabalhar duro. Senti que estava lá por uma razão, porque era bom, não por sorte".

O apelido também surgiu nesta fase. "Desde o primeiro dia de treino ouvi Capello gritar 'Ibra!', e aí surgiu o apelido. Ele apenas apontava para o seu assistente, um homem mais velho chamado Italo. Ele já tinha levado rapazes para as categorias de base e para os juniores, eu treinava com eles. Cruzavam a bola e eu anotava os gols, todos os dias ao longo de 30 minutos. Algumas vezes eu apenas queria ir para casa, porque estava cansado e não desejava chutar mais. Não queria ver o gol ou o goleiro. Eu tentava ir para casa antes de todos e ouvia 'Ibra!', já sabia o que era. Estava chutando, apenas chutando. Bons chutes, chutes ruins".

Desafio

Ibra ainda mencionou o desafio de ser um atacante na Itália, posição mais difícil, segundo ele, de trabalhar no país. "Eu me tornei uma máquina: diante do gol, eu balanço as redes. Eles  (os atacantes) são taticamente muito bons, e naquela época existiam todos aqueles defensores de primeira classe. Eu me lembro de um jogo contra Maldini e Nesta. Você não tem uma chance, talvez apenas meia, e atrás deles ainda há Dida, um grande goleiro. Mas eu tinha sorte de treinar na Juventus. Encarava Thuram e Cannavaro, você não passa por eles se sentindo bem, se passar sentirá dor em todos os lugares. Então precisa de força para marcar, mas ainda tem Buffon para passar. Então eu tinha um bom ambiente para treinar essa habilidade de balançar as redes e os gols vinham quanto mais você treinasse", finalizou.

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