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Gianni Infantino reeleito como presidente da Fifa por aclamação

Karoline Albuquerque
Karoline Albuquerque
Publicado em 05/06/2019 às 16:35
Gianni Infantino é o atual presidente da Fifa. Foto: AFP
Gianni Infantino é o atual presidente da Fifa. Foto: AFP
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Da AFP - Gianni Infantino foi reeleito como presidente da Fifa por aclamação, sem a necessidade de uma votação, nesta quarta-feira (5) em Paris durante o 69º Congresso da entidade, que ele deve comandar até 2023.

"Obrigado a todos, os que gostam de mim e os que me odeiam, hoje eu amo todos. Amo o futebol, trabalho duro, me comprometo com vocês, continuarei trabalhando duro, com vocês e para vocês", disse Infantino, emocionado, depois que os representantes das federações da Fifa apoiaram seu projeto com aplausos.

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Além de representantes das 211 federações, o congresso contou a presença de algumas figuras ilustres do futebol, como o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, o goleiro espanhol Iker Casillas ou o técnico português José Mourinho. "Foi o primeiro a me enviar uma mensagem de parabéns quando me elegeram em 2016", lembrou Infantino ao falar de Mourinho.

'Nunca mais!'

Antes de ser reeleito, o dirigente suíço de 49 anos, que em fevereiro de 2016 sucedeu no cargo a Joseph Blatter, envolvido em um escândalo de corrupção na Fifa, fez uma retrospectiva de seu mandato em discurso de mais de 30 minutos, no qual falou em inglês, francês, alemão e espanhol.

"Nunca mais! O que aconteceu no passado não pode voltar a acontecer. Agora, ninguém mais fala de reconstruir a Fifa do zero, ninguém fala de corrupção. Só se fala de futebol", afirmou Infantino, se esforçando para cortar qualquer relação com o passado.

"Já não é possível na Fifa esconder pagamentos ou fazer algo incorreto com os fluxos de caixa, sabemos onde está cada dólar e para onde vai, tudo é apresentado de maneira transparente", continuou.

"Fomos de uma organização tóxica ao que sempre deveria ter sido, uma organização que cuida do futebol. Esses três últimos anos não foram perfeitos, claro, mas tentei melhorar as coisas", completou Infantino.

Entre os feitos comemorados de seu primeiro mandato está a Copa do Mundo da Rússia-2018, "a melhor edição da história", e a introdução do assistente de vídeo (VAR), "a melhor inovação das últimas décadas".

Infantino também se mostrou muito satisfeito ao repassar as finanças da Fifa. "Temos a situação financeira mais sólida de nossa história. As reservas eram de 1 bilhão de dólares, agora são de 2,75 bilhões. Multiplicamos os investimentos", comemorou o presidente da Fifa arrancando aplausos do público.

'Recorde de receitas'

Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, tomou a palavra como presidente da comissão de Finanças. "Foi batido um novo recorde de receitas, alcançando os 6,421 bilhões de dólares (2015-2018). E 83% dessas receitas foram produto da Copa do Mundo da Rússia, a edição mais rentável da história", analisou.

"A Fifa destina mais de 81% de seus investimentos à comunidade do futebol mundial. Não temos que ter vergonha de querer aumentar as receitas, é nossa missão", disse por sua vez Infantino, que defendeu a ampliação da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções a partir da edição de 2026, que será organizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, e e do Mundial de Clubes.

"O futebol é paixão, coração, abertura e participação. Com 16 países a mais na Copa, significa que 50 ou 60 países terão chances de se classificar e invistam para isso", explicou o presidente reeleito.

Infantino tentou fazer com que esta ampliação fosse colocada em vigor já para a Copa do Mundo do Catar-2022, mas, finalmente, precisou desistir desse plano devido a complicações geopolíticas e de logísticas.

"O Mundial de Clubes terá 24 equipes em 2021, já saberemos onde será disputado. Será um torneio aberto e clubes do mundo todo poderão brilhar", completou.

A dois dias da abertura da Copa do Mundo feminina em Paris, Infantino lembrou que esteve na origem da criação de uma "divisão específica".

"Temos cerca de 20% de mulheres presentes em todas as comissões da Fifa. Só 20%? Sim, mas antes era 4%", lembrou, antes de prometer "continuar melhorando".

"Nesta Copa do Mundo teremos a explosão do futebol feminino, com 1 bilhão de telespectadores, ficaremos orgulhosos", concluiu.

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