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O dia para ficar guardado na memória da torcida do Náutico

Fernando Castro Fernando Castro
Fernando Castro
Fernando Castro
Publicado em 07/10/2019 às 10:03
Muheres, negros e LGBTs poderão denunciar violência através do aplicativo e site do Náutico. Foto: Léo Motta/JC Imagem
Muheres, negros e LGBTs poderão denunciar violência através do aplicativo e site do Náutico. Foto: Léo Motta/JC Imagem
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Explosão, vibração e muita emoção. Não podia ser diferente. A torcida do Náutico superou os 1.500 km que separam Recife e São Luís para fazer uma bonita festa em comemoração ao inédito título nacional. Ontem, os alvirrubros fizeram dos Aflitos um pedaço do Castelão ao lotar a sede social do clube e o setor de cadeiras do estádio, onde dois telões foram posicionados na beira do gramado. Crianças, adultos e idosos. Nenhum torcedor conseguiu esconder a emoção após o empate em 2x2 contra o Sampaio Corrêa, que garantiu o título do Campeonato Brasileiro da Série C para o Timbu.

A conexão Pernambuco-Maranhão começou a ser estabelecida antes do início do jogo, a partir de 13h, quando o estádio foi aberto para os torcedores. Antes da bola rolar, os alvirrubros se entreteram com muita música na sede e no setor de cadeiras, com a banda Pura Paixão. Quando o juiz deu o apito inicial no Castelão, às 16h, a apreensão tomou conta da torcida, que não teve tranquilidade até o fim do primeiro tempo, quando perdia por 1x0. O alívio veio logo no início da segunda etapa, quando em campo a equipe empatou o jogo e os alvirrubros começaram a desenhar a festa.

Antes mesmo do apito final, a criançada tomou conta do gramado dos Aflitos, com muita brincadeira e correria atrás da bola, protagonizando uma bonita cena. Dentro de campo, a cada grande defesa do goleiro Jefferson em São Luís, os torcedores explodiam de alegria em Recife. E o quando o árbitro apitou pela última vez, não teve grito que ficasse engasgado na garganta dos torcedores, que não conseguiram conter as lágrimas.

"Eu quero agradecer ao meu pai, faz cinco anos que ele se foi. E ele foi o responsável por me fazer torcer pelo Náutico. Eu choro pela perda do meu pai, mas a nós somos forte. Caímos para a Série C, mas tivemos força para voltar como campeão e isso ninguém vai tirar da gente. Ser Náutico é felicidade, é vida", exaltou o torcedor Flávio Lima.

O título também serviu para empolgar ainda mais os torcedores, que já projetavam novas conquistas na próxima temporada. "Hoje estamos vivendo um momento único, essa gestão chegou em um momento difícil, mas eles são alvirrubros de verdade e hoje nós estamos aqui nos resgatando. Voltamos para os Aflitos e hoje somos campeões, ano que vem vamos ser campeão da Série B", disse o alvirrubro Michel Macieira.

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SÃO LUÍS

Na capital maranhense, a comemoração do Náutico também foi intensa e ficou marcada pela presença de dois torcedores em especial. O alvirrubro cadeirante Gustavo Emanuel, que viralizou ao ser erguido por outros torcedores na vitória sobre o Botafogo-PB, ainda na primeira fase da competição, dessa vez foi levantado pelos jogadores do Náutico durante a comemoração. Já Gustavo Tiburtino, que chamou atenção na última semana ao viajar de Recife até São Luís de bicicleta, dessa vez deu a volta olímpica no estádio Castelão pedalando.

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