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Dirigente do Náutico ressalta importância da receita vinda dos sócios

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 15/10/2019 às 8:35
Número de sócios do Alvirrubro tem se mantido na casa dos 15 mil. Foto: Léo Motta/JC Imagem
Número de sócios do Alvirrubro tem se mantido na casa dos 15 mil. Foto: Léo Motta/JC Imagem
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Um dos pontos positivos que marcaram a atual gestão do Náutico foi o crescimento do número de sócios. No início de 2018, eram 1800 associados em dia. Hoje este total já passou os 15 mil. Fruto de um trabalho que reaproximou o Timbu do seu torcedor e ampliou o leque de opções de planos. São oito categorias de sócio, incluindo uma especial, a "Sou Nação", feita para aficionados que participam de programas sociais do governo. Os preços variam de R$ 11 até R$ 149,90 por mês, tentando assim abranger um percentual maior de alvirrubros de diferentes condições financeiras.

“Quando a gente lançou o programa de sócios, perguntaram qual a nossa meta. Eu respondi que, se a gente tiver uma lotação nos Aflitos de 20 mil torcedores, minha meta era ter 20 mil sócios pelo menos, mesmo saindo de 1800. Mas sonhar e planejar não é proibido. No ano anterior o Náutico tinha enchido a Arena, colocando 40 mil pessoas. A comunicação tem que mostrar ao cara que o clube só vai ser forte se ele estiver aqui e continuar pagando”, afirmou o vice-presidente de marketing e comunicação do Náutico, Ricardo Mello.

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De acordo com o dirigente, o Timbu tenta manter uma sustentabilidade do clube através da receita fixa vinda dos associados. Isso também faz parte da mudança de cultura que a direção visa consolidar: a de ser sócio independente da situação do futebol. Este tipo de pensamento é comum no Brasil, fazendo com que vários clubes oscilem neste tipo de faturamento.

“Vi torcedores dizendo que, mesmo sem jogo, vão continuar pagando a mensalidade, não serão torcedores sazonais. Então é uma mudança de cultura que a gente precisa consolidar, essa cultura do torcedor ser torcedor o tempo todo. O desafio da gente é o sócio entender que o apoio que ele dá é muito maior do que um jogo que ele vem. O ingresso que ele paga, ou que já está embutido na mensalidade dele, é a possibilidade de você se programar para que o clube mantenha ações, para manter sua sustentabilidade e competitividade”, acrescentou Ricardo Mello.

Ações realizadas neste ano envolvendo os sócios, como a prioridade na compra dos ingressos para jogos, eventos nos Aflitos, novo mascote, entre outros, resgataram a aproximação entre o torcedor e o Náutico. Coisa que, na visão da atual gestão, havia sido perdida com o passar do tempo. Com esta engrenagem voltando a funcionar, o Timbu passou a ter um lastro maior para seguir investindo e fazer contratações pontuais. O que tornou a equipe mais competitiva e que alcançasse o título da Série C.

"Quando você não tem grana, e mais difícil de montar um time competitivo. Às vezes você consegue como o Náutico fez, mas é muito difícil. Se aumentar seu poder financeiro, aumenta sua competitividade, e assim traz mais sócios, mais patrocinador, e acaba virando uma forma de criar uma sustentabilidade", encerrou o dirigente.

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