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Com DNA do Sport, Charles manteve o nível de outros volantes que passaram no clube

Filipe Farias
Filipe Farias
FILIPE FARIAS
Publicado em 28/11/2019 às 8:51
Foto: Brenda Alcântara/JC Imagem
Foto: Brenda Alcântara/JC Imagem
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Nas últimas três temporadas, o Sport vem encontrando no mercado volantes com o DNA exato do clube: com raça e entrega dentro das quatro linhas. Em 2017, o “gordinho” Patrick foi contrato junto ao Goiás e logo caiu nas graças do torcedor rubro-negro por conta do seu vigor físico para estar em todos os setores do campo - acabou sendo negociado com o Internacional. No mesmo ano, Anselmo chegou à Ilha do Retiro, mas foi brilhar mesmo em 2018, quando assumiu a braçadeira de capitão e se destacou por sua imposição física e enorme capacidade de desarme e facilidade de chegar ao ataque para marcar gols - acabou sendo negociado no meio da Série A para o Al-Wehda, da Arábia Saudita. Para o seu lugar, a diretoria leonina descobriu o bom volante Jair, que esbanjava técnica e qualidade da saída de bola, sem deixar apresentar boa performance nos desarmes - características que o levaram para o Atlético-GO.

Em 2019, esse aproveitamento não fugiu à regra. Ciente da responsabilidade de manter essa sequência de bons volantes que passaram pelo Sport, Charles não deixou à desejar. O cabeça de área de 23 anos, revelado no Internacional, não demorou muito para ganhar o seu espaço entre os titulares e não sair mais do time. Assim como os outros atletas citados da posição que vestiram a camisa rubro-negra, Charles manteve um bom rendimento no quesito desarmes e, em 33 jogos disputados na competição, conseguiu 103 roubadas de bolas - primeiro nesse fundamento na competição, de acordo com o Footstats (site especializado em estatísticas futebolísticas).

“Desde a minha chegada aqui no Sport já se fala muito isso... Que os volantes que vieram aqui recentemente deram certo. E comigo também, pois tive um ano muito bom. Acho que incorporei o espírito do Sport, que é de muita raça. Tenho isso comigo desde novo e acho que isso me ajudou muito aqui. Me lembro que a torcida dava força quando eu dava um carrinho. Isso me deixava com mais vontade e raça em campo”, revelou Charles.

FUTURO

O empréstimo do volante com o Sport se encerra no final de dezembro e, automaticamente, ele deve retornar ao Internacional, clube detentor dos seus direitos.

“Meu empresário conversou comigo sobre algumas coisas, mas falei para esperar acabar esse último jogo para conversarmos e ver o que é melhor para mim. Me valorizei esse ano e estava precisando dessa valorização individual. Feliz pelo que vivi aqui. Surgiram algumas coisas, o meu empresário falou por cima e só após esse último jogo contra o Atlético-GO, com a cabeça tranquila é que vou ver isso. O mundo da bola é muito dinâmico. Por isso é preciso esperar para saber o que é melhor”, declarou Charles, deixando o seu futuro no Sport em aberto.

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