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Em crise, clubes brasileiros vislumbram nova receita com venda dos direitos internacionais de transmissão do Campeonato Brasileiro

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 15/04/2020 às 21:14
O Sport recebe o Santa Cruz na 9ª rodada do Pernambucano. Foto: Alexandre Fondim/JC Imagem
O Sport recebe o Santa Cruz na 9ª rodada do Pernambucano. Foto: Alexandre Fondim/JC Imagem
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Em meio a muitas perdas financeiras em virtude da paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, uma notícia positiva para os clubes paira no horizonte. Nesta sexta-feira, em novo encontro da Comissão Nacional de Clubes (CNC), existe a possibilidade do fechamento da negociação da venda dos direitos internacionais de transmissão do Campeonato Brasileiro. Apesar de o Sport ser o único integrante do Estado na Série A, Náutico (Série B) e Santa Cruz (Série C) também podem ser beneficiados.

Os times da Primeira Divisão discutem três propostas para firmar contrato até o fim de 2023, mas a oferta que deverá ser aceita prevê um aporte de 40 milhões de dólares (R$ 210 milhões). O rateio em discussão é o seguinte: as agremiações da Série A ficarão com cerca de R$ 157 milhões (75%), as da Série B embolsarão outros 42 milhões (20%), e as equipes da Série C levarão os R$ 10,5 milhões restantes (5%).

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Em entrevista à Rádio Jornal nessa quarta-feira pela manhã, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, adiantou ao comentarista Ralph de Carvalho a ideia da divisão entre as Séries A, B e C. Durante a tarde, os sites do Globo Esporte e do Uol trouxeram os valores.

“De certo, o que temos é que a CBF, em um gesto inédito do presidente Rogério Caboclo, abriu mão de sua verba de remuneração de contrato, que é de 10%, para a Série B. E os clubes da Série A cederam 10%. Então, teremos 20% desse valor. Agora, se conseguiremos repassar a Série C e quanto será é outro passo. É isso que estamos tentando costurar. Isso é um projeto. A ideia é que ficasse 15% para a Série B e 5% para a C, mas todos precisam concordar”, disse Evandro Carvalho.

Em contato com a reportagem do JC, o vice-presidente do Náutico, Diógenes Braga, disse que quem falava sobre o assunto é o presidente Edno Melo, que não atendeu as ligações. O mesmo aconteceu com o mandatário do Santa Cruz, Constantino Júnior. Por sua vez, o vice-presidente jurídico do Sport, Manoel Veloso, representante rubro-negro na CNC, disse que não existiu um consenso entre os clubes sobre a questão dos valores da venda na reunião da última terça.

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