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Vice do Santa Cruz teme mudar planejamento caso Estadual não comece até dia 15

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 07/07/2020 às 22:07
RAFAEL MELO/SANTA CRUZ
Santa Cruz vive grave crise política. - FOTO: RAFAEL MELO/SANTA CRUZ
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O Santa Cruz também tem demonstrado sua preocupação sobre a indefinição da volta dos campeonatos em Pernambuco. O clube traçou um planejamento para retornar às competições no dia 15 deste mês, seguindo a expectativa do que era conversado com a Federação Pernambucana de Futebol. Porém, ainda sem um parecer da Secretaria de Saúde do estado, o Tricolor vê o risco de seu planejamento ser alterado.

"Se não for dia 15, começa (a preocupar) e muito. É o limite. Tendo em vista que com o planejamento que o prazo que a gente imaginou que seria e que era confortável para que houvesse uma pré-temporada de 30 dias. É o que acontece com o Santa Cruz. Se tem uma defesa científica, não vou discutir. Mas não consigo enxergar. Estou vendo pela lógica. Se tem contato com jogadores treinando, por que não pode ter com jogadores de uma outra agremiação?", falou o vice-presidente executivo do Santa Cruz, Tonico Araújo.

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O questionamento do dirigente coral se dá também pela estabilização de casos da covid-19 em Pernambuco. Apesar de ainda se encontrarem casos de jogadores infectados com a doença, como o próprio Santa Cruz detectou no último fim de semana - quatro atletas, todos assintomáticos -, por seguirem protocolos e testarem os jogadores, os clubes teriam, em tese, uma segurança maior para voltar às disputas.

"Não vejo essa lógica, mas respeito as decisões sanitárias. Estou no mesmo campo, mesma atividade, o futebol, que tem o contato físico de atleta com atleta, por que não pode ter com outro time? Pior é o transporte coletivo. Tem coisa pior que o nosso transporte coletivo? Além disso, os clubes estão tendo uma coisa, que é o protocolo. Santa Cruz, Náutico e Sport fizeram as testagens e exames para a covid-19. Todos tem um protocolo discutido com os médicos dos clubes", questionou.

"A decisão tem que ser sempre de saúde sanitária e isso é traduzido através de números. Os últimos números foram agradáveis (para um retorno). Agora, se não for nessa data, dia 15, não sei qual o argumento. Tem uma coisa que não consegui entender, porque não sou sanitarista. Uma coisa que sou é engenheiro, e para isso trabalho com lógica. Por que você pode treinar e ter contato com atletas, mas não pode ter contato com atletas adversários? Não consigo entender, tendo em vista que o estádio está fechado. Eu não consigo entender. Pode ser que eles tenham alguma lógica. Mas não consigo entender", acrescentou.

Patrocínio

O fator financeiro, sem dúvida, pesa para que os times desejem este retorno. O Santa Cruz teve seu fluxo de caixa reduzido bruscamente com a pandemia do novo coronavírus e, com isso, o clube voltou a atrasar salários. Coisa que, neste ano, ainda não havia acontecido. Parte desta queda de receitas veio pela suspensão ou readequação nos repasses das verbas dos patrocinadores ao Tricolor. Um desses casos foi a do seu patrocinador master que, em acordo com o clube, não pagou as mensalidades por conta da pausa do futebol. A retomada das competições significa a volta desse valor nos cofres do clube para quitar débitos.

"O patrocinador master da gente é uma loteria virtual de futebol. Se não tem futebol, ela não está (tendo faturamento). Aí o master não está pagando ao Santa Cruz. Na hora que tiver (o futebol), ele começa a pagar", encerrou Tonico Araújo. 

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