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Com liberação do Ministério da Saúde, clubes da capital anseiam pela volta da renda de bilheteria

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 22/09/2020 às 19:48
Foto: Anderson Freire/Sport Club do Recife
Foto: Anderson Freire/Sport Club do Recife
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Fundamental para a montagem do orçamento da temporada, os clubes pernambucanos podem estar perto de voltar a receber renda através da bilheteria dos estádios. Isso porque, mesmo sem uma previsão exata, a liberação do público nos estádios durante as partidas está cada vez mais próxima.

Com a medida de segurança das autoridades de saúde, ao proibir torcedores durante os jogos, os clubes do Recife precisaram se reinventar para recuperar parte da renda perdida. O Sport, que previa um ganho de R$ 5,8 milhões com a bilheteria no orçamento, só chegou a desenbolsar cerca de R$ 710 mil, em quatro partidas disputadas na Ilha do Retiro e três na Arena de Pernambuco. Mesmo com uma campanha negativa no Campeonato Pernambucano, o Sport teria a Série A como um atrativo para a torcida rubro-negra.

O Santa Cruz previa R$ 4 milhões de renda bruta, mas com apenas sete jogos disputados no Arruda e um na Arena de Pernambuco, só arrecadou R$ 676 mil. O clube Coral poderia receber bons públicos na fase final do Campeonato Pernambucano, já que vinha fazendo uma boa campanha e chegou à final de forma invicta, além de ser o lider do Grupo A da Série C.

"É uma situação bem substancial, devido até a gente teria chegado a fazer uma semifinal de Pernambucano em casa com o Náutico, uma final do Pernambucano contra o Salgueiro com casa cheia, além desses jogos na Série C com o time na liderança, que ia trazer muita gente. Realmente perdemos muito. Foi um valor muito substancial", destacou Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz.

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Mesmo com poucas perdas em relação à saúde financeira, o Náutico ainda mostra um déficit na arrecadação prevista para a temporada. Com a previsão de R$ 1,34 milhões para a bilheteria, o clube alvirrubro arrecadou apenas R$ 746 mil, de renda bruta, nas 10 partidas que levou para o Estádio dos Aflitos. Para evitar um impacto maior, causada pela pandemia, o Timbu trabalha de diversas formas a fim de ter outras formas de arrecadação financeira e redução de prejuízos.

"A gente diminui o quanto pode as despesas. Evitamos estar contratando mais funcionários, pessoas que pudessem onerar a folha, e fomos atrás de receitas novas. O primeiro passo foi reduzir os custos, aumentar as receitas de outras maneiras, seja com lives, patrocínios pontuais, diminuindo custo de energia, de funcionários, e com a ajuda do associado", realçou Edno Melo, presidente do Náutico.

Ingressos Virtuais

Para promover a proximidade do torcedor para com o clube de coração, a iniciativa dos ingressos virtuais foram alternativas que fizeram o torcedor contribuir financeiramente com as equipes. O Sport foi o maior exemplo disso, ao arrecadar pouco mais de R$ 106 mil com a venda de 7.454 bilhetes no último Clássico das Multidões, no Campeonato Pernambucano. A quantia gerada pela bilheteria virtual foi usada para o pagamento dos salários atrasados dos funcionários do clube.

Maiores torcidas do Brasil

Os prejuízos pela falta de bilheteria não é algo exclusivo para o futebol pernambucano. Clubes com as maiores torcidas do Brasil,  Flamengo e o Corinthians sofreram com a paralização e falta de público no estádio. O rubro-negro carioca, por exemplo, havia projetado um ganho de R$ 108 milhões em bilheteria para 2020, mas arrecadou R$22,2 milhões em sete partidas disputadas dentro de casa. Valor referente a apenas 20,5% da previsão. Já o Corinthians, que previa a renda de R$ 71 milhões para 2020, só arrecadou R$ 7,4 milhões nas cinco partidas disputadas no Itaquerão. Valor referente a 10,4% do previsto.

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