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Uefa anula vermelho de Webó e anuncia investigação do ataque racista

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 09/12/2020 às 11:17
Jogadores de PSG e Istanbul deixaram o gramado do PSG após ato racista. FOTO: FRANCK FIFE / AFP
Jogadores de PSG e Istanbul deixaram o gramado do PSG após ato racista. FOTO: FRANCK FIFE / AFP
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A Uefa anulou o cartão vermelho  para o camaronês Pierre Webó, auxiliar técnico do Istanbul Basaksehir, no episódio de racismo envolvendo o romeno Sebastien Coltescu, o quarto árbitro da partida entre o clube turco e o Paris Saint-Germain, na terça-feira,  pela Liga dos Campeões da Europa.

Webó poderá ficar no banco de reservas e acompanhar o jogo contra o time francês. A partida foi adiada para esta quarta-feira após os jogadores se recusarem a continuar em campo, aos 13 minutos do primeiro tempo. A Uefa também indicou que pretende iniciar uma investigação sobre ato racista do quarto árbitro e a aplicação do cartão vermelho. De acordo com a entidade, um inspetor da Comissão de Disciplina já foi designado para o caso.

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A arbitragem foi modificada: Sebastian Coltescu foi substituído por Bartosch Frankowsky, da Polônia. O árbitro principal será agora o holandês Danny Makkelie, que será auxiliado pelo compatriota Mario Diks e pelo polonês Marcin Boniek. O italiano Marco Di Bello será o principal responsável pelo VAR.

De acordo com o Comitê Organizador da Liga dos Campeões, a medida foi tomada de forma excepcional e com o aval de ambas as equipes envolvidas.

O CASO

Aos 13 minutos do primeiro tempo, o quarto árbitro teria ofendido Webó. Revoltado com o episódio, o auxiliar reclamou do tratamento e foi expulso. Prontamente, os jogadores do Istanbul Basaksehir se mobilizaram contra a postura de Coltescu e tiveram a companhia dos atletas do Paris Saint-Germain, liderados por Neymar. Quem comandou o movimento em campo foi o atacante senegalês Demba Ba, do Istanbul, que acabou expulso também.

O protesto teve a participação de jogadores reservas e de membros das comissões técnicas das duas equipes. A partida estava empatada por 0 a 0 antes da suposta ofensa proferida pela arbitragem contra o camaronês.

Um lance envolvendo o lateral-direito Rafael foi o início da discussão. O brasileiro levou cartão amarelo por uma falta. Na sequência, integrantes da comissão técnica do Istanbul Basaksehir foram questionar a marcação da jogada. Durante o bate-boca, Webó e o técnico turco Okan Buruk levaram cartão e alegaram que houve por parte do quarto árbitro uma ofensa racista.

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