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Processo eleitoral revela a falta de respeito e cuidado com os clubes

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 16/12/2020 às 13:58
A Ilha do Retiro é o palco do primeiro Clássico dos Clássico de 2021. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
A Ilha do Retiro é o palco do primeiro Clássico dos Clássico de 2021. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Todo final de ano de eleição nos clubes da capital pernambucana é cheio de polêmicas, farpas e uma falta de organização sem tamanho. Mas em 2020 superou qualquer expectativa negativa. O que aconteceu com o Santa Cruz e está acontecendo com Sport não é só amadorismo, também é desrespeito ao sócio, ao torcedor em geral e, claro, à instituição.

No Arruda, a situação mostrou que não tinha candidato. Como apenas o advogado André Frutuoso lançou-se na disputa, brigou sozinho pela realização da eleição. Mas a Justiça decidiu pelo pleito em 2021 e Frutuoso resolveu não recorrer dessa decisão e o clima acalmou no Arruda.

Já na Ilha do Retiro, o caso é grave, gravíssimo....

A eleição deveria acontecer nesta sexta-feira. Mas a atual diretoria não estava muito a fim que isso acontecesse. Primeiro fato que mostra a bagunça é o fato do presidente Milton Bivar ter saído de cena. Dias antes, havia dito que iria para a disputa eleitoral. Ou seja quem de sã consciência entendeu o seu afastamento do cargo. Os dias se passaram e o conselho deliberativo defendeu a ideia do adiamento, usando a pandemia como justificativa. O curioso é que Milton, em outras circunstâncias, já defendeu a presença de torcedores nos estádios em dias de jogos.

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Por que, então, adiar a eleição?? Simples: porque a situação não tem candidato. Porque pretendia ficar no clube até o final do Brasileiro e se basear na campanha do time para definir se é candidato ou não. A bronca para os dirigentes é que pipocaram candidatos. Eduardo Carvalho, Nelo Campos e Luís Carlos Belém foram os primeiros. Apareceram ainda Pedro Lacerda, que ainda não tem vice na chapa, e Delmiro Gouveia, que ganhou apoio forte de Luciano Bivar.

Desses, Belém, Pedro e Delmiro concordaram o adiamento. Eduardo e Nelo acionaram a justiça, que determinou a realização do pleito nesta sexta. Eduardo conseguiu o seu objetivo.  Tem em mãos uma liminar que garante a realização da eleição. Mas, pelo visto, os dirigentes do Leão ignoraram.   Só ontem à tarde disse, através de uma nota, que iria recorrer. E só hoje o presidente da comissão eleitoral, Frederico Guilherme, apareceu para falar alguma coisa. Em resumo: não há condições de fazer a eleição que estava prevista.

Ninguém se entende, nem quer se entender.

Tudo bem que aconteça embate de ideias, ou até divergências pessoais (o que é uma marca na eleição do Sport e faz o clube patinar). Mas agora passou de todos os limites. A impressão que se tem é que quem tá dentro, não quer sair. E quem tá fora, quer entrar a todo custo. Estamos vendo um cabo de guerra com o Leão meio. O que dá para prever que o futuro próximo do Sport será daqueles mais nebulosos possíveis. Quem não se preocupa e não tem cuidado com quem e como vai gerir os clubes também não se preocupa com o futuro do clube.

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