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Kieza lamenta lesões sofridas no Náutico e diz que, em forma, é “um dos melhores atacantes do Brasil”

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 29/01/2021 às 7:11
FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O atacante Kieza, aos 34 anos, voltou ao Náutico e teve a temporada mais complicada da sua carreira, segundo ele mesmo, pelas várias lesões que acumulou. Mesmo assim, ele voltou a ser importante ao Timbu, principalmente na arrancada para o time conquistar a permanência na Série B. Ao todo, disputou 35 jogos e marcou 11 gols, sendo oito deles na Segunda Divisão. Com a idade avançada, ele não se vê perto da aposentadoria e tem o desejo de encerrá-la no Alvirrubro. Além disso, destacou que, quando está bem fisicamente, se considera “um dos melhores atacantes do Brasil”.

“Em relação a encerrar a carreira no Náutico, com certeza, a gente pensa. Estou em casa, me sinto em casa, é o clube que eu amo, o clube que me acolheu muito bem. A torcida que eu amo. Está longe (aposentadoria), tenho mais uns cinco ou seis anos de carreira, me sinto novo, muito bem apesar da minha idade. Vou fazer 35 anos, mas se eu não me machucar muito igual foi esse ano, me considero um dos melhores atacantes do Brasil quando estou bem fisicamente. Não tenho porque esconder isso. Espero que possa ter um pouco mais de vida no futebol e espero encerrar a carreira no Náutico, sim”, afirmou o K9.

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Avaliação da atual temporada

O que mais incomodou o atacante, de longe, foram as várias lesões sofridas. Entre problemas musculares e um recorrente no tornozelo, principalmente no começo de 2020, Kieza não conseguiu ter grandes sequências de jogo até a Série B. Ele destacou que chegou a entrar em campo sem estar totalmente recuperado, pois queria ajudar o Náutico durante os momentos de pressão durante a temporada. De qualquer forma, no momento em que a equipe precisou dele para fugir do rebaixamento, o ídolo cresceu de produção e fecha a Segundona com sua melhor fase desde que retornou.

“Me machuquei muito. Cheguei aqui e não tive uma pré-temporada adequada, cheguei na correria, não me preparei bem, fui para a Arena para jogar, acabei machucando o tornozelo. De lá para cá foram coisas que não pensei que iria passar, de me machucar e voltar antes do tempo, mesmo com dor, mas em prol de poder ajudar, como sempre fiz, e acabei me prejudicando um pouco. A fase que eu esperava ter vindo antes, chegou tarde, porque sabemos que se tivéssemos nela, poderia ter ajudado mais, poderia ter sido diferente. Mas fico feliz de ter ajudado, terminado bem, e espero acabar com gols. Espero que esse ano acabe e comece com gols, continue a boa fase, me machuque menos e vou me dedicar o máximo possível”, acrescentou.

Ao todo, Kieza ficou de fora de 23 dos 58 jogos do Náutico no ano. Números altos diante de uma temporada tão extensa. O centroavante ainda avaliou que, se não tivesse sofrido tanto com as contusões, poderia ter engatado sua boa sequência antes e, quem sabe, brigado pela artilharia da Segunda Divisão. “Consegui melhorar, evoluir, centrar e ajudar a equipe da melhor forma possível nas partidas, com gols. Eu termino o ano praticamente sendo o artilheiro da equipe na Série B. Fiquei muitos jogos fora, e acho que se eu tivesse jogado os jogos que fiquei fora, estaria lutando lá em cima pela artilharia. Mas o mais importante foi o objetivo que a gente alcançou, mesmo não conseguindo o acesso, conseguimos não deixar o clube ser rebaixado”, encerrou.

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