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Após campanha de jogadores, massagista do Náutico suspeito de assalto a ônibus é liberado da prisão

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 19/03/2021 às 11:21
Paulo Mariano foi solto na manhã desta sexta-feira (19). Foto: Virgínia Kelle
Paulo Mariano foi solto na manhã desta sexta-feira (19). Foto: Virgínia Kelle
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Matéria atualizada às 12h20

Preso no Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (COTEL) desde o dia 24 de fevereiro sob a acusação de assalto a ônibus, o massagista do Náutico Paulo Mariano Neto foi liberado da prisão na manhã desta sexta-feira (19). O ato de soltura já era aguardado após o desembargador Evandro Magalhães Melo, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE), conceder o habeas corpus ao massagista no fim da noite dessa quinta-feira. Agora, Paulinho, como é conhecido, vai responder o processo em liberdade. A prisão do funcionário alvirrubro gerou uma grande divulgação nas redes sociais dos jogadores e da comissão técnica do Timbu, que manifestavam apoio e afirmavam acreditar na inocência do massagista.

"Sim, ele foi solto agora pela manhã do COTEL. Acabamos de chegar na residência dele para ver a família. Agora o processo segue. O que Paulo teve foi a liberdade provisória deferida pelo desembargador Evandro Magalhães. Ele vai responder o processo em liberdade com todos os direitos dele. Ou seja, ele vai trabalhar, vai viajar com o clube. Vai ter a vida normal, mas o processo segue", confirmou Virgínia Kelle, advogada de Paulo no caso, em contato com a reportagem do Jornal do Commercio.

O jovem de 27 anos foi preso no dia 24 de fevereiro pela Polícia Civil de Pernambuco, nas imediações do Centro de Treinamento Wilson Campos, no bairro de Brejo da Guabiraba. No processo, Paulo Mariano é acusado de ter participado de um assalto a um ônibus da linha Xambá/Joana Bezerra, na noite do dia 25 de dezembro de 2018, quando ainda trabalhava no Sport. O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do coletivo e o mandado de prisão preventiva foi concedido com base no reconhecimento facial das imagens. Desde a prisão, no fim de fevereiro, ele estava no COTEL, localizado em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

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A advogada de Paulo, Virgínia Kelle explicou como a defesa vai proceder com o processo daqui em diante. "O próximo passo da defesa é apresentar o que a gente chama de resposta a acusação, que é a primeira defesa de Paulo no processo. Quando a gente apresentar essa defesa, a juíza, se assim entender, pode absolver ele e pronto. Se ela não absolver, o processo continua. Se isso acontecer, a defesa vai entrar com um recurso no Tribunal de Justiça pedindo para que esse processo em relação a Paulo seja trancado", detalhou.

Segundo a jurista, a soltura de Paulo Mariano nesta sexta-feira só foi possível a partir da sensibilidade do desembargador Evandro Magalhães, que recebeu uma nova liminar na tarde de quinta-feira (18) e se comprometeu a analisar todas as novas evidências no mesmo dia. Assim, o mandado de habeas corpus foi expedido já no fim da noite.

"Todo mundo sabe que tinha um habeas corpus para ser julgado. Já tinha uma liminar negada e o HC seria julgado. Ontem a tarde, a defesa composta por mim e pelo Fernando Coelho, entrou com outro pedido liminar trazendo outras novas observações e esses pontos novos que nós colocamos no processo nos dava o direito de conseguir a liminar. O desembargador teve uma sensibilidade enorme e se prontificou a ontem mesmo analisar toda a situação de Paulo, ficou até tarde, e concedeu o habeas corpus ainda na quinta-feira a noite. Com isso, a gente não precisou aguardar mais dias pelo julgamento do HC porque ele tem a liminar hoje que concede a liberdade provisória", finalizou Virgínia Kelle.

CAMPANHA

Durante o período que esteve preso, o massagista Paulo Mariano recebeu o apoio do dos jogadores, da comissão técnica e do próprio Náutico. Na tarde de quinta-feira, o Timbu emitiu uma nota dizendo que estava prestando assistência à família do funcionário e reforçando acreditar na inocência de Paulo. Mas as manifestações de apoio não pararam por aí. Antes do próprio Náutico, o técnico Hélio dos Anjos também se pronunciou. Em um vídeo divulgado no Instagram, o comandante alvirrubro pediu a Justiça de Pernambuco que "olhasse a situação e agilizasse para que Paulinho estivesse o mais rápido possível no convívio do clube e de seus familiares.

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