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Massagista retorna ao Náutico após 27 dias e é recebido com carinho e emoção no CT Wilson Campos

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 23/03/2021 às 17:28
No retorno ao Náutico, massagista Paulinho recebeu o abraço do ídolo e auxiliar alvirrubro, Kuki. Foto: Tiago Caldas/Náutico
No retorno ao Náutico, massagista Paulinho recebeu o abraço do ídolo e auxiliar alvirrubro, Kuki. Foto: Tiago Caldas/Náutico
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A reapresentação do Náutico após a vitória por 3x1 sobre o Vera Cruz foi marcada por muita emoção nesta terça-feira (23). Isso porque além dos atletas, funcionários e a comissão técnica, quem também voltou ao dia a dia do Timbu no Centro de Treinamento Wilson Campos foi o massagista Paulo Mariano Neto, que deixou a prisão na última sexta-feira (19). Paulinho, como é conhecido, foi recebido com abraços e carinho após passar 23 dias preso no Centro de Observação e Triagem professor Everardo Luna (COTEL) sob a acusação de ter assaltado um ônibus. O momento do retorno foi registrado nas redes sociais do clube alvirrubro, com direito a afago dos colegas de trabalho, entre eles, o auxiliar Kuki, o técnico Hélio dos Anjos e o vice-presidente de futebol alvirrubro, Diógenes Braga.

"Agradeço muito a Deus a oportunidade de estar em casa aqui no meu trabalho. Não esperava essa surpresa que o pessoal fez para mim, todos os atletas, comissão técnica, diretoria e staff. Só tenho que agradecer a Deus por tudo, pelo carinho enorme que eles tem por mim, e por ser muito querido do porteiro ao presidente", disse Paulinho em pronunciamento enviado pela comunicação do Náutico.

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A volta do massagista acontece exatamente 27 dias desde o último dia em que esteve no CT Wilson Campos, já que Paulinho foi preso no dia 24 de fevereiro e só foi solto na última sexta-feira (19) após um habeas corpus que o garantiu o direito de responder o processo em liberdade. De volta à casa, como ele costuma definir o seu carinho por trabalhar no Náutico, o massagista agradeceu todo o apoio recebido durante os dias que esteve encarcerado, e falou da felicidade de estar de novo no clube que o acolheu profissionalmente.

"Está sendo uma alegria imensa. Desde que fui solto na sexta-feira já queria vir trabalhar, mas o Bruno (Becker) e o professor Hélio dos Anjos pediu para eu ficar um pouco com minha família, pois estava precisando. É maravilhoso estar de volta com meus companheiros. Tenho que agradecer muito ao meu amigo Alexandre, Xandão, como é mais conhecido, já que ele segurou a peteca e trabalhou dobrado nesses 27 dias, assim como Alex, do sub-20, que também deu essa força. Isso só mostra o quanto sou amado por todos. Estou muito feliz por estar de volta fazendo o que mais amo que é trabalhar aqui no Náutico, clube que abriu as portas no mundo do futebol profissional para mim", afirmou.

"Cada dia que venho trabalhar, venho com muita motivação e amor. Só tenho que agradecer a todos os torcedores alvirrubros pelo apoio, ajuda, e por brigar por mim, já que abraçaram a causa. Agradeço a todos os companheiros, ao professor Hélio dos Anjos, ao Bilelo, a comissão técnica, o Kuki, que me ajudou muito, e ao presidente Edno e o vice Diógenes, por toda a força que me deram", completou.

ENTENDA O CASO

Aos 27 anos, Paulinho foi preso dia 24 de fevereiro pela Polícia Civil, no bairro de Brejo da Guabiraba, nas proximidades do Centro de Treinamento Wilson Campos, onde o massagista trabalha.  No processo, ele é acusado de ter participado junto com outros suspeitos de um assalto a um ônibus da linha Xambá/Joana Bezerra, na noite do dia 25 de dezembro de 2018, no bairro da Joana Bezerra, área central do Recife. Na época, ele ainda trabalhava no Sport.

O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do coletivo e o mandado de prisão preventiva foi concedido com base no reconhecimento facial das imagens. Desde a prisão, no fim de fevereiro, ele estava no COTEL, localizado em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. No entanto, a esposa Amanda Araújo, alega que ele estava comemorando o Natal em casa, no bairro onde mora, em Maranguape, Paulista, junto com familiares e amigos no exato momento do ocorrido, que aconteceu no Recife.

 

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