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Raio-X: veja os pontos fortes e fracos de Náutico e Sport para a final do Pernambucano

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 19/05/2021 às 17:41
Sport x Náutico ficaram no empate no primeiro jogo da final. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Sport x Náutico ficaram no empate no primeiro jogo da final. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Chegou a hora de definir o campeão. No próximo domingo (23), Náutico e Sport entram em campo pelo segundo Clássico dos Clássicos da final para decidir o título do Campeonato Pernambucano 2021. O confronto será às 16h, nos Aflitos. De um lado, o Timbu chega com um time mais estruturado pelo técnico Hélio dos Anjos e apenas uma derrota na temporada - justamente para o rubro-negro, na primeira fase do Estadual. Já o Leão vem em um processo de evolução com o técnico Umberto Louzer, que tem quatro jogos no clube.

No primeiro jogo da final, o Náutico apresentou um maior volume de jogo, com mais chances criadas, porém, o duelo terminou empatado em 1x1 e segue em aberto para a partida de volta. Um novo empate, inclusive, leva o confronto para os pênaltis. Neste contexto, o Jornal do Commercio em conversa com o comentarista Ralph de Carvalho e os setoristas dos clubes na Rádio Jornal, elaborou um raio-x das duas equipes, apontando os pontos positivos e negativos e o que cada um pode melhorar no jogo decisivo de domingo para sair com o título do Campeonato Pernambucano. Confira:

NÁUTICO

PONTO FORTE

Dono da melhor campanha na primeira fase, quando liderou o Pernambucano e somou 22 dos 27 pontos em disputa, o Náutico repetiu as boas atuações também na semifinal contra o Santa Cruz, vencida por 2x1, e no primeiro jogo da final contra o Sport, que terminou 1x1. O bom desempenho do alvirrubro em muito se deve à força coletiva da equipe, que está entrosada, mas, especialmente, ao ótimo momento que vive o ataque do Timbu. Ao todo, o trio composto por Erick, Vinicius e Kieza marcaram 19 gols no certame e serão a maior esperança dos alvirrubros no próximo domingo. Ao todo, o alvirrubro balançou as redes adversárias em 26 oportunidades.

"O ponto positivo do Náutico na temporada é o repertório ofensivo. O Timbu hoje não é dependente de nenhum jogador ofensivamente. O clube, em alguns momentos do ano passado, chegou a ficar dependente de Jean Carlos e Kieza. Mas esse ano não. O Náutico depende do grupo, porque todo mundo tem a sua importância. Rhaldney aparecendo pisando dentro da área, Djavan participa da construção ofensiva, jogadas pelo lado direito com Hereda e pelo esquerdo com o Bryan. Tem jogadas com Jean, Erick, Kieza e Vinicius. É um repertório ofensivo muito bom que o Náutico tem apresentado nesta temporada 2021", afirmou João Victor Amorim, setorista do Náutico na Rádio Jornal.

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PONTO FRACO

Apesar do ímpeto ofensivo, um fator tem incomodado o Náutico na temporada: a inconsistência defensiva. Isso porque o clube alvirrubro sofreu gols em praticamente todos os jogos que disputou no Pernambucano - não foi vazado apenas nos dois primeiros jogos da competição, contra Central e Sete de Setembro. O Timbu, inclusive, foi o segundo time que mais levou gols (11) entre os seis que se classificaram para a fase final (atrás do Vera Cruz, que sofreu 16), tendo levado também um gol na semifinal e outro no primeiro jogo da final. Nos 11 jogos que disputou, foram 13 bolas na rede do goleiro Alex Alves. Ainda assim, o setorista alvirrubro avalia que o técnico Hélio dos Anjos tem corrigidos esses problemas.

"Achei que o time ficou muito exposto nas vezes que Djavan não esteve em campo. Ele é um camisa 5 que dá estabilidade ao time, até porque o Náutico ataca com muitos jogadores. Acho também que essa entrada do Wagner com o Camutanga deu uma segurança melhor na bola aérea, uma construção melhor na saída de bola. Acho que o Náutico apresentou sim alguns defeitos, principalmente ali na frente da área, mas corrigiu com Djavan. O time apresenta alguns erros, mas também corrige ao longo dos jogos. Não vejo algo muito ruim que precise ser corrigido urgentemente", acrescentou João Victor Amorim.

O QUE PODE MELHORAR

O comentarista Ralph de Carvalho também pontuou o que o Náutico pode melhorar para sair com o troféu diante do Sport, no próximo domingo. "O Náutico precisa de mais atenção na saída de jogo, já que o gol do Sport foi fruto de um erro do alvirrubro na saída defensiva. Além disso, tem que treinar mais a finalização, porque perdeu muitas chances no jogo passado. No geral, o Náutico tem entrosamento, joga compactado, faz uma transição segura por dentro ou pelos lados, com bola de pé em pé. Tem jogo intenso, rápido e tem profundidade ( joga bem projetado pelas pontas), além de ter atacantes iluminados", analisou.

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SPORT

PONTO FORTE

No lado rubro-negro, a defesa é, sem dúvidas, o ponto mais forte do Sport. Característica herdada do esquema de Jair Ventura, que foi ainda mais potencializada por Umberto Louzer. O atual comandante chegou há pouco tempo e ainda está em processo de construção e fortalecimento da equipe. Nos quatro jogos no comando do clube, sofreu apenas um gol - no jogo passado, diante do Náutico. Mas os bons números não se resumem só neste recorte. Isso porque o Leão sofreu cinco gols nos 11 jogos que disputou. A linha defensiva composta atualmente por Maílson, Patric, Maidana, Adryelson e Sander é a melhor do certame.

"O Sport é exatamente o antagônico do Náutico. É um time em formação, que está se construindo com muitos jogadores novos que se conhecem há pouco tempo dentro e fora do gramado, e que conhecem pouco o treinador em si. Porém, algumas evoluções podem ser observadas. O Sport vem numa sequência muito boa defensivamente. Os números de gols sofridos são muito baixos. No primeiro jogo da final, foi apenas um gol tomado. Verdade que Maílson foi preponderante para que o Sport não tomasse mais gols, só que ele faz parte da defesa e temos quer dar crédito ao sistema defensivo quando Maílson tem boas atuações individuais", analisou Antônio Gabriel, setorista do Leão na Rádio Jornal.

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PONTO FRACO

Se a defesa é um ponto a ser destacado no Sport, o mesmo não pode se dizer do ataque. E muito disso deve-se, justamente, à falta de entrosamento da equipe. Este fator tem dificultado um maior entendimento entre os jogadores da linha de frente, que também não vivem grande fase individual - com a exceção de Mikael, artilheiro do Leão na temporada com seis gols. Porém, até mesmo tendo o prata da casa como destaque, o jovem também foi para o banco de reservas em algumas oportunidades, dando lugar ao colombiano Santiago Tréllez, que ainda não balançou às redes com a camisa do Sport. No entanto, a tendência é que o jovem goleador seja titular no próximo domingo. 

"Ofensivamente, o Sport é um time que precisa muito de ajustes, que precisa saber criar, utilizando e encaixando as qualidades individuais de cada um dos atletas pro bem coletivo do time. Aí eu cito Neilton, que cai por dentro e gera muito volume de jogo; o Mikael, que é muito forte, de bastante movimentação e excelente no jogo aéreo. No lado direito de ataque ainda não tem ninguém firmado. O Jonas Toró não vinha bem, Everaldo fez a primeira partida como titular e foi discreto, apesar de ter feito o gol. É um time que precisa se encaixar e que precisa de tempo, mas também se mostrou letal nas poucas chances criadas", completou Antônio Gabriel.

O QUE PODE MELHORAR

Por fim, o comentarista Ralph de Carvalho destacou a entrada de dois jogadores na equipe titularas como fatores importantes para o Leão se apresentar de forma mais positiva do que no primeiro confronto. "O Sport é um time em formação. Defensivamente deixou muito espaço (sem compactação), foi pouco criativo pelo meio e sem força de ataque. Porém tem uma defesa segura. E deve melhorar no meio-campo se o técnico optar por começar com Thiago Neves, que é criativo e finalizador. No ataque fica mais forte com Mikael e ficará mais intenso se os pontas forem Neilton e Everaldo. O Sport deve nivelar o jogo pela qualidade individual", observou.

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