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DNA vencedor: base do Náutico mostra força e se destaca em mais uma conquista do Pernambucano

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 23/05/2021 às 19:23
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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A missão incumbida ao técnico Hélio dos Anjos de ganhar o Campeonato Pernambucano e, de quebra, derrubar o tabu de 53 anos sem vencer o Sport numa decisão, foi bem sucedida. E muito disso se deve à importância de três jogadores oriundos das categorias de base: Hereda, Rhaldney e Erick. Revelados pelo Timbu em momentos distintos, eles foram determinantes - cada um em sua função -  no esquema tático que levou o clube alvirrubro à conquista do 23º título Estadual neste domingo (23), diante do Leão, nos Aflitos.

A importância das categorias de base do Náutico, inclusive, não é um fato isolado apenas na final deste ano. Pelo contrário. Pela segunda vez nos último três anos, a base volta a ser importante numa conquista do Náutico no Campeonato Pernambucano. Em 2018, o goleiro Bruno, o lateral-esquerdo Kevyn e o atacante Robinho foram titulares no time do técnico Roberto Fernandes que sagrou-se campeão ao bater o Central por 2x1, na Arena de Pernambuco. Dessa vez, diante do Sport, foi a vez do lateral direito Hereda, do volante Rhaldney e do atacante Erick colocaram mais um troféu na prateleira dos Aflitos.

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Desde que à atual gestão assumiu o clube, no final de 2017, a utilização dos jogadores oriundos do Centro de Treinamento Wilson Campos passaram a ser cada vez mais recorrentes. E isso têm gerado frutos positivos para o Timbu, seja dentro de campo, com os bons resultados individuais e coletivos, ou fora das quatro linhas, com vendas que resultaram num incremento importante do orçamento alvirrubro nos últimos anos, como no caso de Bruno, Robinho e Thiago Fernandes.

Além dos três titulares, o atual elenco ainda conta com o goleiro Jefferson, o lateral-direito Bahia, o volante Luiz Henrique, além dos meias Lucas Paraíba e Juninho Carpina como figuras recorrentes no banco de reservas, com alguns, em determinados momentos, entrando no time titular ou no decorrer das partidas. Carpina, inclusive, é uma das maiores joias da safra que foi campeã da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, ambos na categoria sub-20.

TRAJETÓRIA

Mais experiente entre os três titulares, Erick ganhou espaço no profissional na temporada de 2017. Notabilizou-se pela por ser um canhoto jogando no lado direito de ataque com muita habilidade para execução dos dribles e velocidade para passar pelos marcadores. As características logo fizeram o ponta ter uma ascensão meteórica e ser vendido para o Braga-POR durante a disputa da Série B. A experiência longe do Timbu - passou por Vitória e Gil Vicente - não foi bem sucedida e ele acabou retornando ao clube que o revelou na temporada passada. Apesar dos altos e baixos, cresceu de produção desde a chegada do técnico Hélio dos Anjos, um dos artilheiros da equipe no estadual, com cinco gols. Este, no entanto, é o primeiro título que conquista com o Náutico.

Rhaldney, por sua vez, subiu ao profissional em 2019, mas não teve muitas chances. As oportunidades só vieram chegar, de fato, na temporada passada, quando foi titular com Gilmar Dal Pozzo, Gilson Kleina e Hélio dos Anjos. Inicialmente utilizado como um primeiro volante, mostrou muita disposição física e facilidade para desarmar os adversários, terminando a Série B como um dos maiores ladrões de bola. No entanto, a ascensão de Rhaldney aconteceu mesmo nesta temporada, quando passou a ser utilizado como segundo volante, com mais liberdade para participar da construção ofensiva do Timbu. Nesta função, além do que já apresentou em 2020, também mostrou um passe aguçado, com boas enfiadas e também chegadas na linha de frente.

Diferentemente de Erick e Rhaldney, que ainda não tinham conquistado um título com a camisa do Náutico, Hereda já sentiu esse gostinho no título da Série C em 2019, onde era titular absoluto na lateral direita. Caracterizado por ser um bom marcador e ter uma boa saída de bola, o jovem teve uma temporada de altos e baixos em 2020, especialmente na disputa da Série B, quando só veio crescer de produção após a chegada de Hélio dos Anjos. Neste ano, porém, voltou à se apresentar de forma consistente, como em 2019, tornando-se um dos pilares do lado direito do time.

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