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Hélio dos Anjos é campeão pelo Náutico e chega à 4ª conquista do Pernambucano

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 23/05/2021 às 19:01
Hélio está no Náutico há cerca de sete meses. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Hélio dos Anjos volta ao Náutico após um mês fora do Timbu - FOTO: Hélio está no Náutico há cerca de sete meses. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Após mais de 30 anos de carreira como técnico, Hélio dos Anjos segue fazendo história no futebol. Neste domingo (23), ele escreveu mais um capítulo dessa trajetória ao conquistar o Campeonato Pernambucano 2021 com o Náutico, nos Aflitos. De quebra, ainda derrubou um tabu do clube alvirrubro, que não vencia o Sport numa decisão há 53 anos - a última tinha sido em 1968, quando o Timbu sagrou-se hexacampeão. Com o título do certame, o treinador de 63 anos chegou ao 4º troféu em Pernambuco, empatando em número de conquistas com Ilo Just. À sua frente no ranking de maiores ganhadores estão Palmeira e Duque com sete e Givanildo Oliveira com cinco.

"O título é o que me dá vida. Vou falar uma coisa com toda sinceridade e todo respeito ao trabalho que o Sport faz: na minha visão, nos dois jogos nós atropelamos. Infelizmente tivemos que ir para os pênaltis e, todo respeito ao trabalho do grande Sport, do Umberto, que eu tenho certeza que vai fazer muita coisa boa para o clube", disse o técnico alvirrubro em entrevista após a conquista do campeonato.

O título estadual marca não somente o nome de Hélio dos Anjos como um dos grandes técnicos do futebol pernambucano, como também coroa o trabalho que vem sendo realizado no Náutico há pouco mais de sete meses e que ainda pode render mais frutos na Série B do Campeonato Brasileiro. A conquista deste domingo, inclusive, é a primeira do treinador no clube alvirrubro, que está na sua terceira passagem pelos Aflitos. Na primeira, em 1993, chegou para à disputa da Série A e não levantou nenhum troféu. Anos depois, fez história no rival desta final, quando ganhou três títulos do Campeonato Pernambucano em 1996, 1997 e 2003.

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Na sequência, voltaria ao Náutico em 2006 para a segunda passagem, que foi mais uma vez sem título, porém, com uma conquista importante. Depois de um período de oscilação na reta final da Série B, Hélio dos Anjos foi contratado para substituir Paulo Campos, com o intuito de recuperar o fôlego do Timbu nos últimos jogos da competição. E ele não decepcionou. Com três vitórias e dois empates nos primeiros cinco jogos, o acesso foi sacramentado na vitória por 2x0 diante do Ituano, na 37ª rodada, nos Aflitos, apagando o fantasma da Batalha dos Aflitos e coroando a grande campanha da equipe.

"A receita no futebol é trabalhar com consistência. Não é a crítica, a cobrança que vai fazer mudar totalmente de rumo. Você pode até mudar para conquistar algo, mas tem que ter consistência. E outra coisa, o jogador tem que olhar para você e falar 'o homem manda mesmo, é ele quem decide'", disse Hélio, que explicou sua afirmação. "Quem monta time são as ideias colocadas, as pesquisas, mas se não passar pelo meu crivo, não entra porque eu sou pago para decidir e quando a gente é pago para decidir, não pode decepcionar quem te contratou. Se daqui a pouco eu não tiver condições de decidir, não estou fazendo o meu trabalho. E meu trabalho é muito consistente porque todo mundo tem liberdade comigo, todos os profissionais. Agora, a decisão final é comigo porque eu gosto é assim", completou.

A CONQUISTA

A relação entre Náutico e Hélio dos Anjos foi retomada em novembro de 2020. Na época, o técnico chegou com uma difícil missão: evitar uma nova queda do Timbu para a Série C. O objetivo foi cumprido com uma rodada de antecedência, após comandar uma grande arrancada com os alvirrubros. O bom trabalho o credenciou para seguir no comando do clube na atual temporada. Com um calendário enxuto, ele estabeleceu como primeiro objetivo o retorno para Copa do Nordeste e Copa do Brasil em 2022.

Ciente dos desafios de ter um calendário mais cheio na próxima temporada, Hélio dos Anjos permeou seu trabalho sob a premissa de duas palavras: consistência e competitividade. O técnico não abriu mão desses dois pilares e formou um time coeso, organizado e, acima de tudo, intenso nas ações ofensivas. A linha de frente, por sinal, foi um capítulo à parte. Dono do melhor ataque do certame, o Náutico fez justamente aquilo que se esperava no Campeonato Pernambucano, única competição que disputou, onde mostrou ser praticamente imbatível.

O Náutico liderou a competição, onde venceu sete jogos, empatou um e perdeu outro para o mesmo Sport, por 3x0, na Ilha do Retiro. Porém, nem a derrota para o rival no fim da primeira fase foi capaz de deter à locomotiva alvirrubra. Nas semifinais, passou pelo Santa Cruz com uma vitória por 2x1 e um amplo domínio dentro de campo. Chegava, então, o último capítulo: a final contra o Sport, clube que o Timbu não vencia há 53 anos numa decisão. Disse bem... Não vencia, no passado, porque a nova história escrita por Hélio dos Anjos neste domingo foi de triunfo, quebra de tabu e título em cima do Leão.

PERFIL

Hélio dos Anjos, 63 anos

Principais títulos: Baiano 1992 (Vitória), Paraense 1995 (Remo) e 2020 (Paysandu), Pernambucano 1996, 1997 e 2003 (Sport) e 2021 (Náutico), Goiano 1999, 2000, 2009, 2015 e 2018 (Goiás) e Série B 1999 (Goiás)

TÉCNICOS COM MAIS TÍTULOS DO PERNAMBUCANO:

Palmeira, 7 títulos: Santa Cruz (1946 e 1947), Náutico (1950, 1951 e 1952) e Sport (1961 e 1962)

Duque, 7 títulos: Náutico (1964, 1966, 1967 e 1968), Santa Cruz (1970 e 1971) e Sport (1975)

Givanildo Oliveira, 5 títulos: Sport (1991, 1992, 1994 e 2010) e Santa Cruz (2005)

Ilo Just, 4 títulos: Santa Cruz (1931, 1932, 1933 e 1935)

Hélio dos Anjos, 4 títulos: Sport (1996, 1997 e 2003) e Náutico (2021)

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