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Náutico alega que houve retaliação da FPF, mas consegue manter nos Aflitos a estreia na Série B

Carolina Fonsêca Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 27/05/2021 às 17:03
Estreia do Náutico na Série B é contra o CSA. Foto: Bobby Fabisak/Acervo JC Imagem
Estreia do Náutico na Série B é contra o CSA. Foto: Bobby Fabisak/Acervo JC Imagem
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A estreia do Náutico no Campeonato Brasileiro da Série B, que acontece na próxima sexta-feira (28), contra o CSA,  no estádio dos Aflitos, chegou a ser alterada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a pedido da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), para a Arena de Pernambuco. A FPF alegou que o Timbu não apresentou a documentação necessária para o funcionamento do estádio. O alvirrubro, por sua vez, nega que tenha entregue fora do prazo. O documento em questão é uma licença da vigilância sanitária. Na tarde desta quinta, o clube conseguiu reverter a situação, mantendo a partida no seu estádio.

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A FPF afirmou que o Náutico estava ciente que o documento venceria e foi avisado com 90 dias, 60 e 30 dias de antecedência. "Na última semana o diretor Gustavo Sampaio entrou em contato com o clube, avisando novamente sobre a situação. Inclusive a Federação conversou com a CBF para poder encaminhar o documento após o prazo, que é de dez dias antes da partida. Ontem (quarta-feira, 26), 48 horas antes do jogo, o documento ainda não havia chegado, por isso houve a transferência para a Arena", justificou a FPF, em comunicado enviado à reportagem do JC e Blog do Torcedor.

Na versão do clube, o documento foi, sim, entregue na última quarta-feira (26). Segundo Bruno Becker, vice-presidente jurídico do Náutico, um laudo da vigilância sanitária teria sido enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na quarta. "O laudo é um documento anexo à licença, um documento acessório. O que diz se o estádio está aprovado ou não pela vigilância sanitária é a licença. E esta licença foi enviada à CBF ontem, como o clube tinha acordado e hoje se viu esse laudo. Ora, se desde ontem o clube já tinha licença, já tinha aprovação do estádio, é óbvio que o laudo, que é um documento acessório, também seria no sentido de informar a aprovação do estádio", garantiu Becker.

O dirigente alegou que a FPF teria "alguns motivos" para transferir o jogo, uma vez que o Náutico não quis mandar sua partida da final do Campeonato Pernambucano para Arena. A mudança do jogo de estreia do Brasileiro seria, então, uma forma de retaliação. Bruno Becker contou que a Federação se antecipou e, na manhã desta quinta-feira (27), entrou em contato com a Arena e acertou a realização do jogo no equipamento.

Detalhando quais seriam exatamente "os motivos" que a FPF teria para alterar a partida do Náutico, o vice jurídico do Timbu citou a final do Estadual. "Quem acompanhou os últimos 15 dias aqui, que antecederam os dois jogos finais do Pernambucano, sabe que a intenção da Federação, desde o início, era colocar as finais na Arena de Pernambuco; sabe que o Náutico foi contra o pedido de o Sport fazer reconhecimento do gramado aqui nos Aflitos, na sexta-feira à tarde, antes do último jogo da final, e o Náutico foi contra porque não está no regulamento. Então são esses os motivos", afirmou.

Bruno Becker afirmou também que a FPF teria acertado a mudança já na manhã desta quinta-feira. "Ao invés de, em conjunto com o clube, junto à CBF, no sentindo de informar e assegurar que a licença e o laudo seriam enviados, que o estádio teria capacidade de autorização para a realização da partida, a Federação preferiu ir de encontro a isso e seguir no sentido de tirar o jogo dos Aflitos e mandar para a Arena. Foi isso que aconteceu", disse Bruno.

 

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