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Condicionamento físico e reforços: os 20 dias de preparação do Santa Cruz para estreia na Série C

LOURENÇO GADÊLHA
LOURENÇO GADÊLHA
Publicado em 28/05/2021 às 15:29
A Cobra Coral estreia na competição no próximo domingo (30), às 18h, diante do Manaus, na Arena da Amazônia. Foto: Rafael Melo/ Santa Cruz
A Cobra Coral estreia na competição no próximo domingo (30), às 18h, diante do Manaus, na Arena da Amazônia. Foto: Rafael Melo/ Santa Cruz
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Após a eliminação para o Náutico no Campeonato Pernambucano, no dia 9 de maio, o Santa Cruz entrou em um processo intenso de treinamentos visando a estreia da Série C do Campeonato Brasileiro contra o Manaus, no próximo domingo (30), às 18h, na Arena da Amazônia. O período de 20 dias sem jogos serviu para o Tricolor, sob o comando do técnico Bolívar, corrigir alguns erros que culminaram em três eliminações no primeiro semestre. Durante esse tempo, alguns atletas deixaram o Arruda, enquanto outros foram contratados. Além disso, o elenco realizou uma intertemporada no bairro de Aldeia, em Camaragibe, na Zona Metropolitana do Recife.

No início da temporada, o Santa Cruz sofreu com o rendimento, que foi abaixo do esperado, justamente pela falta de tempo entre o fim da Série C e o início das competições de 2021. Praticamente não existiu férias. Esse, inclusive, foi um dos motivos alegados pelo presidente Joaquim Bezerra para justificar os erros no planejamento coral que resultou nas eliminações na Copa do Nordeste, Copa do Brasil e no Pernambucano.

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Porém, de acordo com o preparador físico tricolor Leonardo Bassotto, esse período de treinamentos juntamente com a concentração na intertemporada serviu para minimizar os danos causados pelo calendário de 2021. "Esses 10 dias de preparação, na verdade, até um pouco mais, que a gente teve após a saída do pernambucano foram fundamentais para que a gente possa iniciar a Série C em um nível aceitável de rendimento. Devido a essa falta de preparo entre o fim da temporada passada e o início desta, acabou trazendo muito prejuízos para equipe. Com esse tempo, conseguimos minimizar os prejuízos e potencializar os nossos atletas", explicou.

O preparador ainda pontuou a importância de ter um bom condicionamento físico numa competição bastante exigente como a Série C."O futebol necessita de um condicionamento físico muito bom dos atletas. Se não for assim, não é possível os atletas colocar em prática os conceitos do treinador, que pode ter as melhores ideias do mundo, mas se os atletas não tiverem condições de desempenhar e colocá-las em prática dentro do campo, não vai ter sucesso. A Série C, por ser um campeonato de muito mais confronto, contato, se torna ainda mais importante o desenvolvimento das capacidades físicas", acrescentou.

REFORÇOS

Durante o período de treinamentos visando à Série C, novos atletas chegaram ao Arruda e se juntaram ao restante do elenco, como no caso dos laterais Weriton e Julinho, do volante Vitinho, do meia Rondinelly e dos atacantes Lucas Batatinha e Frank. Porém, por chegarem depois, a preparação física do clube optou por fazer uma análise individual de cada atleta antes de liberá-los para trabalhar integralmente com o restante do grupo. Com a exceção do meia, todos os recém-chegados foram regularizados até a publicação desta matéria e estão aptos para o confronto diante do Manaus.

"A gente avalia caso a caso. Temos uma equipe que vem trabalhando de uma maneira desde o início da intertemporada, após a saída do pernambucano. Os atletas que vem chegando, são integrados a esse grupo e são analisados individualmente. Alguns demandam um pouco mais de tempo, outros menos, para que sejam inseridos com todo o grupo. O nosso objetivo com essa avaliação individual é não causar nenhum dano para o atleta que está chegando. O grupo está num nível de treinamento e quem chega, para ser inserido, precisa estar no mesmo nível. Do contrário, o treino não vai ser benéfico", finalizou.

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