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Argentina e Chile abrem jogos do Grupo A da Copa América

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 14/06/2021 às 9:14
Messi é a principal esperança da Argentina. Foto: AFP
Messi é a principal esperança da Argentina. Foto: AFP
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Finalistas da Copa América em 2015 e 2016, Chile e Argentina se enfrentam nesta segunda-feira (14), no estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio, abrindo os jogos do Grupo A da Copa América. O Uruguai, outro integrante da chave, está de folga, enquanto Paraguai e Bolívia se enfrentam às 21h desta segunda (14), no estádio Olímpico, em Goiânia-GO.

Algoz da Argentina duas finais continentais, o Chile vem para a edição de 2021 com uma mistura de nomes consagrados da geração de ouro e novas promessas de quem terá que assumir a mudança geracional.

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Em busca de seu terceiro título continental, a Roja terá os pilares desses triunfos continentais recentes, como Arturo Vidal, Claudio Bravo e Gary Medel, e vai combiná-los com uma nova geração de jogadores já consolidados em clubes de alto nível além de jovens promessas do futebol local.

Vidal, principal dúvida do treinador devido ao seu recente teste positivo para covid-19, viajou com o grupo para a Copa América, esperando que definitivamente possa jogar, já que nas últimas duas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar não pôde jogar.

Com Bravo na baliza, Medel como líder da defesa, Charles Aránguiz dominando no meio do campo, Vidal no ataque e Vargas como referência ofensiva, o Chile terá que preencher o restante da escalação com nomes que começam a trilhar um caminho como protagonistas da sucessão.

Os defensores Francisco Sierralta e Guillermo Maripán já se mostraram suficientemente competentes para proteger a retaguarda; César Pinares e Erick Pulgar combinam perfeitamente com Vidal e Aránguiz; e o ataque ainda busca um parceiro para Vargas.

DESFALQUE

Porém, o técnico chileno, o uruguaio Martín Lasarte, perdeu o atacante Alexis Sánchez, que sofreu uma lesão muscular e foi cortado da lista de jogadores da seleção que vão participar da Copa América. "O tempo estimado de recuperação supera a primeira fase da Copa América 2021, para a qual o atleta permanecerá em seu processo de recuperação no Chile, junto à equipe médica da seleção nacional", divulgou a federação chilena através de um comunicado.

ARGENTINA

A Argentina chega ao Brasil com o peso, mais uma vez, do longo jejum de títulos. Os hermanos não ganham uma competição com a seleção principal desde a Copa América de 1993. A grande esperança de acabar com esse tabu é de novo Lionel Messi, que pode estar disputando a última Copa América pela Argentina.

Aos 33 anos, o jogador terá 37 na próxima edição da competição e, com isso, gera dúvida sobre a participação no torneio. Sendo assim, a edição da Copa América tem um sabor especial para o camisa 10, que ainda busca o primeiro título pela seleção. Será o primeiro torneio dos 'Hermanos' sem a presença de Diego Armando Maradona. Mas, tratando-se de alguém que tem status de divindade, o eterno ídolo certamente mandará a "benção' para os atletas", incluindo Messi.

Assim como em outras competições, Messi chega como o principal nome da Argentina. E, claro, a maior esperança de um título para o povo. Na última edição da Copa América, realizada justamente aqui no Brasil, a seleção caiu na semifinal: derrota por 2x0 diante da seleção brasileira, que sagrou-se campeã da edição de 2019. Agora, em 2021, a Argentina quer um desfecho diferente.

Com a camisa da Argentina, Messi viveu várias experiências ao longo dos anos. Problemas técnicos, crises, vices, eliminações vexatórias e, claro, atuações históricas na Alviceleste. Apesar de algumas boas performances, no entanto, carrega o peso do quase até agora, sobretudo porque chegou em três finais, sendo duas de Copa América e outra de Copa do Mundo, mas amargando o 2º lugar em todas essas edições - o que é um peso enorme para um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Messi é o terceiro jogador com mais partidas pela Argentina, além de ser o maior artilheiro da Alviceleste, tendo marcado 72 gols. Apesar disso, porém, a falta de conquistas deixa esse legado incompleto, algo que o craque certamente não quer. Por causa disso, a Copa América surge como uma grande oportunidade. Não será a última, é verdade, tendo em vista que a Argentina deve avançar para o Mundial de 2022, no Catar.

No entanto, as perspectivas para um tricampeonato ainda geram muitas incógnitas, o que deixa o torneio sul-americano "mais acessível" para a conquista. Um possível título da Argentina em 2021 passa muito pelos pés de Messi, que vai precisar ser um capitão com muita liderança e, claro, decidir jogos.

 

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