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OPINIÃO

O Olê Olê Olá no Twitter retrata o abismo moral em que se transformou a política do Sport

A que ponto chegou o processo eleitoral rubro-negro em que o respeito foi mandado para escanteio

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 06/07/2021 às 10:39
Bobby Fabisak/JC Imagem
Sede do Sport Club do Recife, Ilha do Retiro com arquibancadas vazias em março de 2020 - FOTO: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Os mais megalomaníacos torcedores rubro-negros batem no peito e bradam orgulhosamente: "O Sport é tão gigante que até a crise é gigante". Não se discute ufanismo de torcedor. Tudo faz parte. Cada um que procure uma forma de valorizar, engrandecer o seu clube, o que move sua paixão. Um diz que tem a maior torcida, outro afirma que tem a maior tradição, e alguns cravam que são os mais apaixonados. Não existe termômetro. Mas o que parece não ter limite mesmo é a mais nova eleição do clube da Ilha do Retiro. Como se não bastassem as farpas entre os candidatos, a disputa causou uma explosão na rede social em tons eróticos, deixando no chão o cenário político do clube rubro-negro.

Foi publicado nas redes sociais e compartilhado pelos celulares de muita gente, um vídeo em que um casal fazia relações sexuais. Tranquilamente, o homem, que não aparece no vídeo, fala: "Olê, olê, olá.. Milton, Bivar". A que ponto se chega uma eleição de um clube em que as intimidades das pessoas são expostas para se colocar à tona o nome de um ex-presidente, que tem serviços prestados ao clube e que, recentemente, deixou o cargo. Desde então, a Ilha do Retiro entrou, novamente, em ebulição. Ninguém se planeja. O alvo é o poder pelo poder. Apenas isso. E o "Olê, Olê, olá erótico" é o abismo que o Sport caiu. Algo vergonhoso.

Ainda não assimilei bem o que leva uma pessoa a mencionar um nome de um dirigente em momentos íntimos, gravar e compartilhar. Na verdade, não precisa refletir. É um absurdo que transforma o jogo político do Sport em um verdadeiro escárnio do mais baixo nível. E ninguém no clube fica indignado. Os fatos vão acontecendo, as pessoas absorvendo e planejando como se chega ao comando de um clube que, atualmente, volto a dizer, está à deriva. É reunião para lá e para cá. Candidatos vão surgindo e desaparecendo sem saber a importância social do cargo.

Ser mandatário de um clube como o Sport (assim como Santa Cruz, Náutico, Central e os demais espalhados pelo mundo) exige ética, respeito, integridade. Enfim, boa conduta. Porque se torna liderança, referência. Espelho para sociedade. Mas parece que não há mais importância para isso. Não há mais limite se o que é feito e dito vai mexer com a consciência das pessoas. Pelo o que se vê, o respeito e a boa conduta de uma instituição foi para o espaço. O jogo está sujo, baixo, vergonhoso. E ninguém sabe onde vai parar.

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