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PRINCESINHA DOURADA: primeiro lutador gay de MMA revela seus planos na carreira; veja

Washington Souza é o primeiro homossexual entre homens no MMA

Manuel Dias
Manuel Dias
Publicado em 25/04/2022 às 18:52
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''Princesinha Dourada'' sonha em ter mais chances no MMA. - FOTO: Reprodução
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A homossexualidade ainda é algo que não é tratado com naturalidade para a categoria do masculino. Entretanto, entre as mulheres esse assunto é normal e grandes nomes como Amanda Nunes e Jéssica Bate-Estaca levantam a bandeira LGBT.

Porém, Washington Souza está lutando para que a categoria do masculino quebre esse tabu que está ultrapassado. 

Conhecido como a ''Princesinha Dourada'', o lutador de MMA falou sobre como superou os preconceitos e como cresceu no esporte.

''Primeira parte de preconceito que tive dentro do MMA foi um rapaz de uma cidade vizinha. Ele falou pro meu professor de jiu-jítsu que, se ele perdesse pra mim, ele iria embora da cidade. Eu ganhei a luta no primeiro round, nocauteei o menino e ele saiu da cidade'', disse o lutador em entrevista ao ''Fantástico''.

O ex-lutador do UFC, Tiago Trator também falou sobre o episódio lamentável envolvendo Washington Souza dentro do mundo da luta.

''Aconteceu um episódio, um lutador na época falou que, se ele perdesse, ele ia embora. Então, a luta foi fechada. Chegou o dia do evento, Dourado foi lá e ganhou e o cara foi tão "chicotado" que, de um tempo pra cá, sumiu. E hoje não mora mais na cidade'', afirmou.

DESEJOS

Washington Souza tem grandes sonhos para a sua carreira profissional. Com oportunidades apenas no Amapá, o lutador sonha em lutar em grandes eventos - além de incentivar outros homossexuais a se assumirem publicamente.

''Meu sonho é lutar em grandes eventos de MMA e ter uma oportunidade que até hoje não tive. Acredito em mim mesmo e tenho potencial para isso. O único (gay) assumido (no MMA) está sendo eu. Sei que tem mais pessoas, só que elas têm medo do preconceito, do que as pessoas vão falar'', disse.

''Elas têm medo da reação de muitas partes da academia. (Peço para eles) aparecerem e dizerem seus nomes, baterem no peito. Estou aqui, também vim fazer parte, vim somar e quero que eles tenham essa coragem. Mostrar para as pessoas que a gente pode ir além daquilo que tentam limitar a gente'', completou.

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