Coronavírus

Nelson Teich recomenda lockdown e pede: 'Não transformem a flexibilização em uma disputa politica'

O chefe da pasta da Saúde informou que as medidas serão diferentes pelo Brasil

Douglas Hacknen
Douglas Hacknen
Publicado em 06/05/2020 às 20:42
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Ministro da Saúde, Nelson Teich - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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O ministro da Saúde Nelson Teich pediu, na noite desta quarta-feira (6), em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, que o isolamento social não seja transformado em um palco de disputa política. A declaração do chefe da pasta ocorre em meio a discussão entre governadores e prefeitos sobre a adoção, ou não, do lockdown.

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Teich destacou que existem vários níveis de isolamento que vão desde medidas simples, como a lavagem das mãos, até o lockdown. O ministro disse ainda que o governo federal não faz uma defesa do não isolamento ou do isolamento total, mas quer que cada caso seja analisado individualmente para que se possa "fazer o que é certo no lugar certo", pois cada lugar vai ter a sua necessidade.

"Se você tiver situação onde há uma alta incidência da doença, uma infraestrutura baixa e vê a doença crescendo, você vai buscar um distanciamento cada vez maior. Isso é o extremo da gravidade da situação e nesse caso seria viável decretar lockdown", analisou Teich.

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"Vai ter lugar em que o lockdown é necessário? Vai ter lugar em que eu vou poder pensar em flexibilização? Vai. O que eu preciso é que a gente pare de tratar disso de forma radical, até para que a gente tenha tranquilidade para implementar as medidas em cada lugar do País", disse.

Segundo o chefe da pasta não é o isolamento sozinho que vai fazer a diferença, mas a maneira como se faz. "Mais uma vez eu peço: não transformem uma política, que tem que ser desenhada para tentar flexibilizar o dia a dia das pessoas, em uma disputa política de tudo ou nada."

Com um discurso bem mais cauteloso sobre o cenário de contaminação e mortes pela covid-19 no país, Teich pediu união para evitar o desvio do foco principal. "Se você acha que estou fazendo uma coisa que poderia ser melhorada, dá uma sugestão que a gente vai buscar melhorar. Mas fazer disso uma crítica, uma briga, não vai somar nada nesse momento porque o que a gente menos precisa é de mais confusão, mais conflito e mais desgaste", agumentou. 

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