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Ceará registra redução dos atendimentos de emergência em UPAs e hospitais, afirma secretário

Essa tendência já vem sendo percebida também em hospitais privados

De O Povo para a Rede Nordeste
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Publicado em 22/05/2020 às 15:56
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UPA no Ceará - FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER
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O número de atendimentos de emergências nas unidades de saúde no Ceará tem apresentado uma redução. A informação é do secretário da pasta, Dr. Cabeto, fornecida em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, 22. Segundo ele, a redução é resultado de medidas mais rígidas de distanciamento social, como o lockdown, e a melhoria dos protocolos nas unidades hospitalares, com a entrada da atenção básica para diagnósticos mais precoces e o aprendizado da unidade de saúde, baseado no cotidiano. Dr. Cabeto também disse que o Governo do Estado já estuda plano de flexibilização de atividades.

"O que já estamos vendo é uma tendência à redução desse número, que estão entre 80 e 100 óbitos/dia, e uma tendência de redução do número de atendimentos nas emergências, tanto na área privada quanto na pública", afirmou o titular Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Nesta quinta-feira, 21, o Ceará atingiu o recorde de 261 mortes notificadas em 24 horas. A secretaria explicou, entretanto, que o número não é concreto porque apresenta registros que estavam represados desde o fim de abril. Além do sistema, algumas unidades demoram a notificar o resultado dos exames ou confirmações das mortes. Segundo a Sesa, o problema será resolvido em breve quando for colocado uma parte específica com os óbitos acumulados.

"Mesmo levando em conta a subnotificação, o que estamos vendo é uma estabilização do número de óbitos. Eles demoram um pouco a cair dentro de uma pandemia, porque temos um número de doentes crônicos internados", comentou o secretário.

Testagem

É previsto que, até a próxima quarta-feira, 27, comece ser aplicado um questionário, em uma parceria da Sesa com a Secretária Municipal de Saúde de Fortaleza (SMS), um inquérito sorológico com a utilização de testes rápidos. A testagem será feita em UPAs, hospitais e com a possibilidade de drive thrus em dois shoppings da Capital, com o agendamento prévio.

No exame, vai ser possível constatar quantas pessoas já tiveram as doenças, quantas ficaram imunizadas e quantos estão com a infecção ativa dentro dos bairros de da Capital.

O estudo vai ser feito em um prazo rápido de até uma semana. "Nos dados que nós temos, a partir de pessoas atendidas, de número óbitos e número de casos suspeitos, a maioria dos bairros de Fortaleza e alguns municípios do interior já tem uma carga de contaminação alta", afirmou Cabeto. A única exceção é uma região na Regional VI que o panorama parece menor.

O Ceará deve expandir a capacidade de testagem em quase três vezes o número atual, após a FioCruz receber um aparelho que automatiza a extração do RNA viral.

Protocolos de cloroquina do Ceará

Diante das polêmicas na política nacional sobre o medicamento, o secretário criticou a politização do tema. Segundo ele, notícias falsas e boatos devem ser esclarecidos e a população deve confiar em quem está cuidado nos hospitais." Não é preciso praticar charlatanismo para cuidar das pessoas, é preciso fazê-lo com ética e responsabilidade", acrescentou.

A droga foi colocada nos primeiros protocolos como uma sugestão, mas que ficou a critério dos médicos e com a autorização dos pacientes, que deveriam saber dos riscos. Cabeto citou que os efeitos colaterais "não tem sido pequenos", com relatos de morte súbita relacionados ao uso do medicamento. "Existe documentação de um tipo de uma arritmia chamada torsades de pointes, eu mesmo cheguei a ver muitos casos, relacionados a cloroquina. É preciso ter convicção que quando você toma", afirmou. Um grupo de estudos vai se reunir para saber se a recomendação vai ser retirada dos protocolos.

 

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