IMUNIZAÇÃO

Pressionado, Pazuello repete promessa de completar vacinação em 2021

O ministro apresentou um cronograma que prevê a entrega até mesmo de vacinas que ainda não foram contratadas

Estadão Conteúdo
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Publicado em 17/02/2021 às 18:01
ANDERSON RIEDEL/PR
Aras informou que apura se o ministro da Saúde, Pazuello, cometeu falsidade ideológica e fraude processual - FOTO: ANDERSON RIEDEL/PR
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Pressionado pela escassez de doses de vacina da covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, repetiu nesta quarta-feira (17), que toda a população será imunizada em 2021. Em reunião com governadores, o general apresentou um cronograma que prevê a entrega até mesmo daquelas que ainda não foram contratadas, como Sputnik, Covaxin e Moderna.

"Temos uma previsão fantástica de recebimento de vacinas", disse Pazuello aos governadores, segundo uma autoridade que acompanha a reunião. O general já havia feito esta promessa na última semana, em reunião no Senado. Como mostrou o Estadão/Broadcast, no ritmo em que a vacinação contra a covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada, conforme cálculo de pesquisador da USP.

O cronograma apresentado por Pazuello apontava que o Brasil receberia cerca de 454,9 milhões de doses de vacinas em 2021. Além disso, há negociações com a Pfizer e Janssen sob "óbice jurídico", segundo os dados apresentados.

A conta de Pazuello intrigou governadores, segundo pessoas presentes na reunião. Primeiro, porque uma versão diferente do cronograma foi enviada pela manhã pelo ministério. Além disso, por considerar negociações ainda em andamento ou de vacinas que nem sequer apresentaram dados de eficácia, como a indiana Covaxin.

Governadores cobraram mais agilidade do ministro para compra de vacinas. "Não basta um calendário, é preciso, urgente, ampliar a quantidade de doses de vacina", disse a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, participa também da reunião.

Pazuello reconheceu que há forte onda de internações pela covid. "Essa realidade vai fazer com que a gente precise se reorganizar Precise de recursos extraorçamentários", disse aos governadores

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