ENGANOSO

Deputada cita médico japonês para defender ivermectina, que não tem eficácia comprovada contra covid

Não há, até o momento, comprovação científica de que a ivermectina salve vidas de infectados pela covid-19, como afirma postagem de uma deputada no Instagram. Ela compartilha informação de que Haruo Ozaki, presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio, defende o uso da ivermectina, mas o medicamento não é recomendado para essa finalidade no Japão

JC
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Publicado em 30/08/2021 às 19:33
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PROJETO COMPROVA
Conteúdo viralizou no Instagram e no Twitter - FOTO: PROJETO COMPROVA
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Conteúdo verificado: Montagem no Instagram da deputada federal Bia Kicis afirma que o presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio declarou que “chegou a hora da ivermectina”, referindo-se ao novo surto de covid-19 no Japão. Na legenda, a parlamentar sustenta que o “tratamento precoce também salva vidas”, mas substituindo as letras por números no termo “tratamento precoce”.

É enganosa a postagem feita pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) no Instagram afirmando que o tratamento precoce, um método que utiliza medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente contra a covid-19, salva vidas.

A parlamentar postou uma montagem contendo print de um site afirmando que Haruo Ozaki, presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio, defende o uso da ivermectina para tratar a doença. Ele, de fato, fez afirmações neste sentido, mas o medicamento não é aprovado para tratar covid-19 no Japão.

As principais agências reguladoras do mundo não recomendam o uso da substância para outro fim que não aquele especificado em bula. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a substância seja usada para tratar covid-19 apenas em ensaios clínicos.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que, até o momento, não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19.

A deputada foi procurada para falar sobre a postagem, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Para o Comprova, enganoso é um conteúdo que usa dados imprecisos.

Como verificamos?

O Comprova iniciou a verificação buscando o site em que o texto mostrado no print da deputada foi publicado. Em seguida, utilizou o Google para buscar o perfil do presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio em redes sociais e notícias de jornais japoneses, sendo usada também a grafia do nome dele na língua: .

Com o apoio da ferramenta de tradução do Google, analisou textos publicados após a coletiva, onde Haruo Ozaki fala sobre a ivermectina, além de postagens dele no Facebook. Não foi localizado vídeo com a entrevista original.

O Comprova consultou informações oficiais do governo japonês (1, 2 e 3) e dados relacionados à covid no país. Também procurou a lista de substâncias aprovadas para uso em pessoas infectadas e analisou outra, alimentada pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão com pesquisas sobre a doença.

Pesquisou o que a comunidade científica apresenta até o momento em relação ao uso da ivermectina no combate à covid e também as recomendações da OMS e de agências reguladoras, além da orientação do fabricante do medicamento.

Também foram consultadas outras checagens sobre “tratamento precoce”, feitas pela Agência Lupa, Estadão Verifica e Comprova. Utilizando a ferramenta CrowdTangle foram conferidas as métricas de interações com o conteúdo publicado pela deputada.

O Comprova entrou em contato via e-mail com Bia Kicis, com o Ministério da Saúde japonês, com Haruo Ozaki e com a associação que ele representa, mas não teve qualquer retorno até a publicação deste texto.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 30 de agosto de 2021.

Verificação

O texto printado e compartilhado pela deputada federal foi publicado no dia 16 de agosto pelo Trial Site News, que veicula conteúdos defendendo o “tratamento precoce” com substâncias que não possuem eficácia comprovada contra a covid-19, como o antiparasitário ivermectina, além de criticar medidas de controle da pandemia impostas pelos governos, como o fechamento de estabelecimentos, e questionar a eficácia das vacinas.

Na publicação, o site afirma que Haruo Ozaki, presidente da Associação Médica Metropolitana de Tóquio, concedeu entrevista coletiva no dia 13 de agosto, falando do aumento de infecções no Japão, mas reconhecendo que a contagem de mortes diminuiu em comparação com os picos anteriores.

A entidade representada por Ozaki ganhou evidência mundial ao pedir que os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem cancelados, alegando que os hospitais estavam sobrecarregados poucos meses antes da realização do evento.

Ao longo das Olimpíadas, o presidente da entidade figurou em diversas reportagens, inclusive no Brasil, como esta do Globo Esporte, esta do Correio Braziliense e esta da IstoÉ. Ele também é frequentemente ouvido por importantes veículos de comunicação japoneses e foi citado pela governadora da Metrópole de Tóquio, Yuriko Koike.

O texto não fornece qualquer link à entrevista original e acrescenta que Haruo afirmou ser hora de dar sinal verde aos médicos para prescreverem ivermectina, com o consentimento do paciente, mesmo entendendo que os ensaios clínicos são importantes. Ainda conforme o site, Ozaki declarou que a ivermectina demonstrou benefícios significativos na redução de infecções e mortes em locais onde é administrada profilaticamente.

O Comprova localizou a entrevista a partir do site da associação, onde também foram disponibilizados os slides utilizados por Ozaki e onde consta a defesa do uso emergencial de agentes terapêuticos como a ivermectina para prevenção do agravamento do novo pico de infecções no Japão.

Para justificar essa defesa, o presidente da associação apresenta um quadro com informações, segundo ele baseadas em dados da OMS, sobre países que supostamente administram ivermectina para erradicar doenças tropicais. Em seguida, compara números da covid nesses países com os apresentados por países que não estariam utilizando o medicamento.

Acontece que não é feita qualquer especificação sobre que países estão sendo utilizados como base da análise. O slide apenas afirma que 32 países que somam 935 milhões de pessoas e administram o medicamento tiveram 21.259 mortes de covid, enquanto foram registradas 104.826 mortes em outros 22 países que não usam o medicamento e que juntos somam 358 milhões de habitantes. O quadro fica em evidência entre 12’57” e 15’21” do vídeo. Um print com o mesmo conteúdo foi publicado no Facebook de Ozaki.

O Comprova localizou publicações referentes a uma entrevista coletiva em 9 de fevereiro de 2021 onde Haruo Ozaki afirma ser permitido o uso off-label – quando o médico receita um medicamento para finalidades que ainda não constam na bula – de ivermectina e dexametasona (um corticoide com potente ação anti-inflamatória), afirmando querer que o governo considerasse a utilização emergencial por médicos da família.

Em outra entrevista no dia 13 de agosto de 2021, data que é citada no texto compartilhado pela deputada, ele afirmou ser necessário estudar exaustivamente os ensaios clínicos, mas disse acreditar que o país está em um estágio de contaminações em que seria normal o paciente obter permissão para usar o medicamento.

Seis dias depois, em 19 de agosto, compartilhou também no Facebook entrevista concedida ao jornal Yomiuri, na qual defende novamente o uso da ivermectina, declarando existirem muitas pesquisas apontando que a ivermectina é eficaz na prevenção e tratamento da doença.

Um dos estudos citados por ele, contudo, foi analisado por agências de checagem de fatos. No Brasil, tanto a Lupa quanto Aos Fatos abordaram a análise da FLCCC (Front Line Covid-19 Critical Care Alliance), um grupo de médicos americanos favoráveis ao “tratamento precoce”. O resultado defendeu que a ivermectina é eficaz contra o coronavírus, mas as verificações apontaram que a meta-análise não seguiu metodologia adequada.

Na mesma entrevista, Ozak cita também a segunda edição do Guia para o Tratamento da Infecção por Coronavírus (COVID-19) do Ministério da Saúde japonês, de 18 de maio de 2020, afirmando ter sido emitida uma notificação que aprova o tratamento como “off label”.

A quinta edição do guia médico, disponibilizada no site do Ministério de Saúde do governo japonês e elaborada com base nas informações de 29 de julho de 2021, possui uma seção destinada ao uso off-label de medicamentos disponíveis no Japão e informa uma lista de remédios cuja eficácia e segurança não foram estabelecidas para o tratamento de covid-19.

Entre eles, está a ivermectina, definida no documento como medicamento antiparasitário. Conforme o texto, atualmente, um ensaio clínico está sendo conduzido com a substância. O Comprova localizou um estudo duplo-cego sendo realizado no Japão em pacientes de covid-19 utilizando a ivermectina. Iniciada em outubro de 2020, a pesquisa está em fase de recrutamento de voluntários.

O guia médico cita, ainda, que uma meta-análise recente – com 10 ensaios clínicos randomizados onde o tratamento com ivermectina foi usado em pacientes leves em comparação com o tratamento padrão ou placebo – relatou não ter havido melhora da mortalidade, do tempo de internação e do tempo de desaparecimento do vírus.

Um homem que se identifica como médico comentou uma das publicações de Ozaki no Facebook, pedindo calma e criticando a entrevista, afirmando ser importante aguardar pelo menos a análise dos ensaios clínicos antes de falar da aplicação da ivermectina. Ozaki respondeu estar propondo isso como uma das medidas para o progresso simultâneo da situação. “É uma emergência, não um momento normal, então acho melhor aumentar o número de armas que podem lutar até mesmo um pouco (…) Obviamente, também pedimos ao PMDA (Agência Farmacêutica e de Dispositivos Médicos do Japão) que se preparasse para o ensaio clínico”.

O Comprova enviou uma mensagem para Ozaki via Facebook, solicitando uma entrevista, mas não recebeu resposta. Procurou, também, a Associação Médica Metropolitana de Tóquio e o Ministério da Saúde japonês, sem receber retorno até a publicação desta reportagem.

Covid-19 no Japão

No início de agosto, o Japão alertou que as infecções pelo novo coronavírus estavam aumentando em um ritmo sem precedentes no país, informando que a variante Delta estava levando a uma disseminação de infecções não vista antes.

Nesta semana, o governo expandiu o estado de emergência pela segunda semana seguida. O auge da nova onda de contágios coincidiu com a celebração dos Jogos Olímpicos. Atualmente, o Japão sedia também os Jogos Paralímpicos.

O número médio de novas infecções tem aumentado consistentemente, com uma média maior que 23 mil novas infecções relatadas diariamente. O número de mortes também voltou a subir, sendo registradas 45 no dia 25 de agosto, embora não alcance o pico anterior, em 3 de junho, quando 112 pessoas morreram pela doença.

A versão de agosto de um documento mantido pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão e voltado à população com conhecimentos atualizados sobre a pandemia em nenhum momento recomenda tratamento precoce ou o uso da ivermectina para combater a doença.

O texto destaca que no caso leve de covid geralmente há melhora espontânea apenas com acompanhamento e, se necessário, é administrado tratamento sintomático, como antitérmico, por exemplo.

Se houver insuficiência respiratória, é recomendada a administração de oxigênio, drogas antivirais, drogas esteróides (que suprimem a inflamação) e imunomoduladores, podendo ser administrado anticorpo neutralizante (remdesivir, dexametasona, baricitinibe e ronaprida – aprovado em 19 de julho de 2021). Caso não haja melhora, a recomendação são os cuidados intensivos com respirador.

Conforme o documento, a porcentagem de pessoas que necessitam de cuidados intensivos ou morrem é de cerca de 1,6% (0,3% para os de 50 anos ou menos e 8,5% para os de 60 anos ou mais).

A Agência de Medicamentos do Japão (PMDA) mantém um quadro com produtos que foram aprovados para covid-19 pelo Ministério da Saúde japonês após março de 2020, com revisão científica prévia da agência de medicamentos. Nele constam o antiviral remdesivir e o baricitinib, um medicamento desenvolvido para o tratamento da artrite reumatóide.

O site também apresenta uma página com artigos que são considerados úteis para medidas de saúde pública no Japão e que é atualizada uma vez por semana, ficando em destaque os publicados mais recentemente. O último listado em relação à ivermectina é uma metanálise de 14 estudos envolvendo a droga que concluiu não haver certeza sobre a eficácia e segurança da ivermectina usada para tratar ou prevenir covid-19.

Pandemia e informações falsas

Na postagem feita no Instagram, Bia Kicis grafou o termo “tratamento precoce” substituindo algumas letras por números (tr4t4m3nt0 pr3c0c3). Defensores de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 têm utilizado formas não convencionais para se referirem às substâncias ou ao assunto.

A prática atrapalha a vigilância de plataformas como Twitter, Facebook e Instagram, que removem ou sinalizam postagens que contenham informações falsas, e o monitoramento desses conteúdos por agências de checagem e verificação. O Comprova questionou a deputada sobre o motivo de ter feito a substituição, mas não recebeu resposta.

Ao buscar o termo no Google com a grafia utilizada por Bia Kicis foi possível encontrar a utilização dela em sites frequentemente associados à reprodução de informações falsas e enganosas, além de perfis no Twitter, Instagram e Facebook. Há uma variável também para o termo “tratamento preventivo” (tr4t4m3nt0 pr3v3nt1v0).

Na semana que passou, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aceitou o pedido de senadores da CPI da Pandemia, instalada no Senado em abril deste ano para apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento da crise sanitária no Brasil, para compartilhar informações sobre o inquérito das fake news.

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, declarou que conteúdos falsos em relação à propagação de medicamentos que não foram comprovados cientificamente e contribuíram com a morte de brasileiros e brasileiras devem ser analisados pela comissão.

Eficácia da ivermectina contra a covid-19 não foi comprovada

O primeiro estudo voltado para testar a eficácia da ivermectina em casos de covid-19 foi publicado em março de 2020. O resultado foi satisfatório, no entanto os testes da pesquisa foram feitos in vitro, não podendo ser igualados aos resultados in vivo, ou seja, em seres humanos. De acordo com o estudo, para que o efeito em humanos seja semelhante ao encontrado in vitro, a dosagem do medicamento deveria ser 18 vezes maior.

Em junho, o Comprova checou informações sobre a alta dosagem do medicamento e entrou em contato com o hepatologista Raymundo Paraná, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do núcleo de pesquisa em Hepatologia do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (HUPES/UFBA). Na oportunidade, Raymundo reforçou que atendia pacientes com lesões no fígado por conta do uso indiscriminado da ivermectina, e alertava que a quantidade metabolizada no fígado ou filtrada nos rins não torna o medicamento seguro, ou mesmo eficaz, contra a covid.

Desde a publicação dessa primeira pesquisa, outros estudos foram publicados na intenção de avaliar o resultado da ivermectina em pessoas com covid. Nenhuma das pesquisas publicadas até o momento comprovaram a eficácia do medicamento no tratamento da doença.

Um estudo realizado em março deste ano pela Journal of the American Medical Association (JAMA) avaliou a eficácia da ivermectina em pacientes com sintomas leves e concluiu que “o uso do medicamento não melhorou significativamente o tempo de resolução dos sintomas. Os resultados não apoiam o uso de ivermectina para o tratamento de covid leve”.

Em fevereiro de 2021, a farmacêutica MSD (Merck Sharp and Dohme), que produz a ivermectina, afirmou que ainda não há evidências de que a medicação seja eficaz no tratamento da covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a ivermectina seja usada para tratar covid-19 apenas em ensaios clínicos. Assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em nota atualizada em abril deste ano informa que “até o momento, não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19 no Brasil. Nesse sentido, as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento”.

Em março deste ano, o Governo Federal disponibilizou no portal uma nota técnica sobre o uso do antiparasitário no tratamento da doença. A conclusão apresentada no material é que “os resultados desta síntese não parecem ser suficientes para suportar recomendação de uso da ivermectina no tratamento de pacientes com covid-19, sendo que a recomendação da OMS para que a ivermectina seja utilizada, apenas, em protocolos de pesquisa clínica parece estar adequada”.

No último dia 21, a Food and Drug Administration, agência reguladora dos Estados Unidos, publicou um tuíte compartilhando a própria recomendação contra a utilização de ivermectina para tratar a covid acompanhada da legenda “Você não é um cavalo. Você não é uma vaca. Sério, pessoal. Pare com isso”.

Por que investigamos?

Em sua quarta fase, o Projeto Comprova checa conteúdos de redes sociais sobre políticas públicas do governo federal e sobre a pandemia que alcancem uma grande quantidade de visualizações, reações e compartilhamentos.

A publicação no Instagram da deputada Bia Kicis teve quase 96 mil curtidas até esta segunda-feira (30) e quase três mil comentários, de acordo com a plataforma CrowdTangle. Também no Twitter alguns usuários publicaram o link da postagem no Instagram em suas contas. Já a publicação original do site que aparece no print da deputada teve mais de três mil reações no Facebook e foi tuítada 84 vezes.

Conteúdos que promovem a ideia de que existe um tratamento precoce eficaz ou uma medicação específica para o combate à covid-19 podem levar a população a pôr a saúde em risco. Além disso, esses conteúdos tendem a enfraquecer a adesão à vacinação, principal forma de combate à pandemia.

A Agência Lupa publicou em março deste ano uma verificação que comprovou serem falsas pesquisas que diziam comprovar a eficácia da ivermectina no tratamento de pessoas com covid-19 ou como tratamento precoce da doença. Também em março o Estadão Verifica comprovou ser falsa análise enviesada e com erros técnicos feita por site para comprovar eficácia da ivermectina contra covid-19.

O Comprova também já esclareceu diversos conteúdos sobre o uso do antiparasitário como, por exemplo, que é enganoso estudo que afirma comprovar a eficácia do medicamento contra covid-19 e que é enganosa postagem que afirma que a ivermectina é segura quando tomada em altas doses.

Enganoso, para o Comprova, é um conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

Texto produzido pelo Comprova, coalizão de veículos de imprensa para verificar conteúdo viral nas redes sociais. Investigado por: Correio de Carajás e GZH. Verificado por: Jornal do Commercio, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Poder 360 e Correio da Bahia.

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