Grandes ondas

Quais os riscos de chegar um tsunami na Bahia causado pela erupção de um vulcão? O que é um tsunami e como ele ocorre? Qual sua causa?

No último sábado as atividades do vulcão Cubre Veija preocupou especialistas devido o risco de provocar um tsunami que atingiria o Brasil, sobretudo a Bahia

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 16/09/2021 às 13:44
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ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
Vista aérea do Mar de Porto de Galinhas. Ondas, areia, mar, Oceano Atlântico, Turismo, Ipojuca - FOTO: ARNALDO CARVALHO/JC IMAGEM
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No último sábado o vulcão Cumbre Vieja, localizado nas Ilhas Canárias, na costa da África, entrou em estágio amarelo, devido a alterações em suas atividades sísmicas detectadas. A classificação preocupou os especialistas já que uma erupção dele poderia provocar um tsunami que atingiria o Brasil, afetando principalmente a Bahia. Saiba mais sobre o fenômeno:

O que é um tsunami e como ele ocorre?

As ondas gigantes, como também é conhecido o Tsunami, não tem esse nome à toa. Elas podem atingir em média altura de 150 metros. As ondas podem percorrer milhares de quilômetros, atingindo velocidade de aproximadamente 700km/h. O fenômeno é mais comuns em áreas com instabilidade tectônica.

O que é um tsunami qual sua causa mais comum?

O fenômeno ocorre nos oceanos, podendo ser causado por deslocamento de uma falha no assoalho oceânico, uma erupção vulcânica ou a queda de um meteoro.

Quais são as consequências de um tsunami?

As consequências podem ser devastadoras tanto na água, ao engolir embarcações, quanto no continente pela possibilidade de destruir cidades inteiras. Tsunamis já provocaram grandes catástrofes em países como o Japão.

Por que ocorrem tsunamis no Japão?

O país asiático fica ao centro de três placas tectônicas. A constante atividade sísmica no local provoca abalos nos oceanos que causam as grandes ondas - muitas vezes fatais.

No Brasil há riscos de ter tsunami?

O Brasil está posicionado no centro de uma placa tectônica, a sul-américa, isso faz com que em seu território quase não haja perigo de atividades decorrentes de abalos sísmicos. No entanto, uma erupção vulcânica no Cubre Veija - considerada remota - poderia colocar em risco essa estabilidade.

Os especialistas alertam para que a população fique atenta e vigilante ao monitoramento da atividade vulcânica e sísmica. As atividades de vulcões são divididas em quatro níveis de alerta para uma erupção, e o Cumbre Vieja ainda está no 2.

*Com informações do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

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