CORONAVÍRUS

Brasil fechará fronteiras aéreas para seis países da África por causa da variante ômicron

Restrição vale para passageiros da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue

Amanda Azevedo Estadão Conteúdo
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Publicado em 26/11/2021 às 20:39 | Atualizado em 28/11/2021 às 21:26
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EXCEÇÃO Quem deixou o País antes do dia 15, não haverá cobrança - FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP
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Atualizada às 23h16

Por causa da nova variante do coronavírus, batizada de ômicron, o Brasil vai fechar as fronteiras aéreas para passageiros vindos de seis países da África a partir da segunda-feira (29). O governo brasileiro decidiu seguir a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mesmo após o presidente Jair Bolsonaro colocar-se de maneira contrária ao fechamento. A medida foi anunciada pelo ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, nesta sexta-feira (26). 

A decisão abrange passageiros vindos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue e foi tomada pelo grupo interministerial formado pelas pastas da Saúde, Casa Civil, Justiça e Infraestrutura.

"O Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África em virtude da nova variante do coronavírus. Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia naquele país. Portaria será publicada amanhã e deverá vigorar a partir de segunda-feira", escreveu o ministro no Twitter.

OMS classifica variante ômicron como 'preocupante'

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu incluir a cepa B.1.1 259 do coronavírus como uma "variante preocupante", após análise do Grupo Técnico Consultivo sobre a Evolução do Vírus SARS-CoV-2 realizada nesta sexta-feira (26). A variante, detectada pela primeira vez na África e já presente em ao menos três continentes, foi nomeada "ômicron" pela OMS. O Ministério da Saúde do Brasil também emitiu alerta sobre a nova mutação.

De acordo com o grupo consultivo, a cepa ômicron foi reportada pela África do Sul à OMS no última dia 24, e sua primeiro infecção conhecida data de uma amostra coletada em 9 de novembro Em comunicado, o órgão multilateral destaca que a variante possui um grande número de mutações, "algumas das quais preocupantes", e apresentou alta risco de reinfecção em comparação com outras variantes classificadas como preocupantes, segundo evidências preliminares.

O temor de especialistas é a possibilidade de uma cepa ainda mais transmissível e que possa escapar da proteção oferecida pelas vacinas existentes até o momento.

De acordo com a OMS, o surgimento da ômicron coincide com um momento de alta abrupta nos casos de covid-19 na África do Sul, e testes PCR realizados no país indicam uma maior capacidade de disseminação da cepa. Por isso, a entidade recomenda que os países aprimorem a vigilância sobre novos casos, emitem novas informações sobre a variante a uma base de dados pública e promovam estudos sobre a cepa, em nações onde há capacidade de investigação clínica.

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