OPERAÇÃO

Polícia Federal deflagra operação contra crimes em licitações públicas em oito estados e no DF

Além dos crimes em licitações públicas a operação também é contra ordem econômica, praticada por empresas de coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos, em sua maioria, hospitalares

Agência Brasil
Agência Brasil
Publicado em 13/12/2021 às 9:39
Polícia Federal/; Operação Alcatraz
Florianópolis/SC - A Polícia Federal, juntamente com o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira (14/10) a 3ª fase da Operação Alcatraz, intitulada Operação Obstrução, visando à repressão de organização criminosa envolvida na prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. - FOTO: Polícia Federal/; Operação Alcatraz
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A Polícia Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal desenvolvem nesta segunda-feira (13) a operação Mercado Pacificado. É contra crimes em licitações públicas e contra a ordem econômica, praticados por empresas de coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos, em sua maioria, hospitalares.

Ao formarem um cartel, essas empresas evitavam guerra de preços e dividiam entre si clientes e licitações. Segundo análise do Cade, o grupo agia no Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Há, ainda, indícios de que Rio Grande do Norte e Santa Catarina também foram afetados.

Participam da operação 75 policiais federais e 57 integrantes do Cade no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP, Embu das Artes/SP, Suzano/SP, Itabuna/BA, Salvador/BA, Imperatriz/MA, São Luis/MA, Sousa/PB, Recife/PE, Duque de Caxias/RJ, Caxias do Sul/RS e Cachoeirinha/RS.

No Recife, de acordo com a PF, foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão na sede de uma empresa do ramo de tratamento de resíduos sólidos e de lixo hospitalar que fica situada num empresarial em Boa Viagem, na Zona Sul. Foram arrecadados diversos documentos, os quais serão enviados para a coordenação da operação em São Paulo para subsidiar as investigações, que seguem em andamento.

Os investigados podem responder por crimes contra a ordem tributária, além de outros delitos que podem ser constatados no curso da investigação.

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