Câmara

Três dos 25 componentes da bancada pernambucana votaram contra o novo Código Florestal

João Paulo, Fernando Ferro (ambos do PT) e Paulo Rubem (PDT) adotaram postura contrária ao projeto de autoria de Aldo Rebelo (PCdoB-SP)

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 25/05/2011 às 21:11
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Dos 25 deputados da bancada pernambucana na Câmara Federal, apenas três votaram contra a aprovação do novo Código Florestal (Projeto de Lei 1876, de 1999) e da Emenda 164, que permite aos Estados decidir sobre a ocupação de áreas desmatadas por atividade produtiva. Fernando Ferro, João Paulo (ambos do PT) e Paulo Rubem Santiago (PDT) foram os únicos do Estado a adotar postura contrária ao projeto, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Apesar do largo placar a favor da matéria – 410 votos a 63 –, os deputados creem que a presidente Dilma Rousseff vetará pontos como a anistia a quem devastou florestas antes de 2008 e a transferência da competência de licenciamento ambiental para Estados e municípios.

“Ela expressou posição clara contra a anistia, por exemplo, pois isso tem implicações quanto à política ambiental do Brasil no âmbito internacional”, avalia Ferro, para quem a votação de terça-feira (24) foi “um tiro n’água”.

Paulo Rubem argumenta que o País não está preparado para fiscalizar as novas fronteiras agrícolas, tampouco provê os órgãos ambientais de estrutura. “Vão aumentar as agressões aos recursos hídricos e à biodiversidade (se a presidência aprova o código).”

Por sua vez, João Paulo frisou que votou conforme orientação de Dilma Rousseff. Em relação apenas à Emenda 164, mais nove parlamentares de Pernambuco alinharam-se à presidência: Wolney Queiroz (PDT), Eduardo da Fonte (PP), Inocêncio Oliveira (PR), Ana Arraes, Fernando Bezerra Filho, Gonzaga Patriota (todos do PSB), Pedro Eugênio (PT), José Augusto Maia e Sílvio Costa (ambos do PTB).

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