preservação

Luta de 35 anos em defesa de parque no Engenho Uchoa

Grupo defende implantação de parque em área de 192 hectares remanescentes da mata atlântica

Da editoria de Cidades
Da editoria de Cidades
Publicado em 13/07/2014 às 9:48
Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
Grupo defende implantação de parque em área de 192 hectares remanescentes da mata atlântica - FOTO: Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
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Um sonho que começou 35 anos atrás, em 1979, e que ainda não virou realidade: a implantação de um parque numa área de 192 hectares remanescentes da mata atlântica, na Zona Oeste do Recife. A luta do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa é ver implantado o Parque Natural Rousinete Falcão, que beneficiará 270 mil moradores de 11 bairros, entre eles Tejipió, Barro, Ipsep, Ibura e Areias. Governo do Estado e Prefeitura do Recife tentam adquirir a área, que é particular.

A desapropriação deveria ter acontecido até 2007. Em 2002, o então prefeito do Recife, João Paulo, instituiu decreto declarando a área de utilidade pública para fins de desapropriação e estabelecendo prazo de cinco anos para seu cumprimento.

“Tentamos muito que a desapropriação saísse do papel, mas infelizmente ainda não conseguimos”, lamenta Luci Machado, uma das coordenadoras do movimento. Dos 192 hectares, 60 são de manguezal, que pertencem à União. Assim, só 132 hectares poderão ser desapropriados.

“Ano passado tivemos dois importantes avanços. Um foi a ampliação dos limites do Refúgio de Vida Silvestre do parque. Eram 20 hectares. Por meio de decreto estadual passaram a ser 171 hectares. Outra conquista foi a elaboração do plano de manejo”, destaca Augusto Semente, outro coordenador do movimento. A instalação do conselho gestor do refúgio, em 2013, é outro ponto positivo na luta pelo parque.

O plano de manejo, concebido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade e pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), estabelece o que pode e o que não pode ser feito no Refúgio de Mata Silvestre Mata do Engenho Uchoa. O documento estabelece regras para garantir a proteção do lugar.

“A Mata do Engenho Uchoa serve como fonte de pesquisa para as universidades pernambucanas. O espaço pode ser aproveitado para trilhas. Há muitas escolas no entorno que também poderiam usar o parque para aulas de meio ambiente”, observa Augusto. Ele diz que a mata é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como reserva da biosfera mundial. 


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