Via Parque

Via Parque à beira do Capibaribe será interligada ao Jardim do Baobá

A via corresponde à segunda etapa do Parque Capibaribe, projetado para as margens do rio na cidade do Recife

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 02/06/2017 às 8:08
Foto: Guga Matos/JC Imagem
A via corresponde à segunda etapa do Parque Capibaribe, projetado para as margens do rio na cidade do Recife - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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A segunda etapa do Parque Capibaribe, nas Graças, Zona Norte do Recife, teve a obra iniciada nesta quinta-feira (1º) e vai abrir para a cidade as margens do Rio Capibaribe da Ponte da Torre à Ponte da Capunga. Com 950 metros de extensão, a Via Parque, no futuro, será interligada ao Jardim do Baobá, primeiro trecho inaugurado do parque, também nas Graças.

“Estamos trabalhando na elaboração do projeto desse caminho entre o Jardim do Baobá e a Ponte da Torre, que tem 400 metros de extensão, e negociando recursos. A intenção é concluir a proposta até o fim deste ano”, afirma o arquiteto Romero Pereira, secretário-executivo de Projetos Especiais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife.

A obra de implantação da Via Parque está prevista para ser executada em 18 meses e custará R$ 26.574.446,75, recursos do Ministério das Cidades. De acordo com Romero Pereira, o serviço começa na cabeceira da Ponte da Torre (na direção da Capunga) com a contenção das margens do rio e a preparação do terreno para receber a Via Parque.

A mesma intervenção será realizada na cabeceira da Ponte da Capunga, na direção da Ponte da Torre, a partir do fim de junho. Após seis meses de obra, diz Romero Pereira, a beira do Capibaribe começa a assumir ares de parque, nesse trecho do bairro. “O ritmo será mais lento em junho e julho por causa das chuvas”, avisa o arquiteto.

Contratado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente e elaborado pelo grupo Inovação e Pesquisa para as Cidades da Universidade Federal de Pernambuco, o projeto prevê deck para contemplação da paisagem, dois píeres para embarcações de pequeno porte, duas passarelas sob as pontes, ciclovia, áreas de convivência, refúgio para capivaras que vivem no Rio Capibaribe e duas vias compartilhadas entre carros e bicicletas.

As pistas compartilhadas ocuparão dois trechos da Via Parque, um da Ponte da Capunga até a Rua Dom Sebastião Leme e outro da Rua Manoel de Almeida até a Ponte da Torre. O mirante ficará nas imediações da Rua Dom Sebastião Leme. Por segurança, a nova etapa do Parque Capibaribe só poderá ser frequentada pelo público quando a obra estiver concluída, diz Romero Pereira. “Mas podemos rever essa decisão e liberar por trechos, tudo isso será avaliado”, informa.

Lançado em 2013, o Parque Capibaribe é um projeto da Prefeitura do Recife para implantar áreas de lazer e convivência ao longo de 30 quilômetros de margens do rio (15 quilômetros de cada lado), da Várzea ao Centro, até 2037. O Jardim do Baobá, primeira etapa do parque, tem cem metros de extensão e foi inaugurado em setembro do ano passado, nas proximidades da antiga Estação Ponte d’Uchôa.

LUTA

Na manhã de quinta-feira (1º), em solenidade às margens do Capibaribe, no fim da Rua das Pernambucanas, o prefeito Geraldo Julio autorizou o início da obra da Via Parque. “Já temos o Jardim do Baobá e agora vamos abrir outro trecho do parque para toda a cidade, é um espaço para as pessoas curtirem o Rio Capibaribe”, declara Geraldo Julio.

Presidente da Associação Por Amor às Graças, Lúcia Moura disse que a obra é fruto de uma luta de dez anos do bairro. “O projeto inicial era uma via com quatro faixas de rolamento para carros. Conseguimos incorporar a área ao projeto Parque Capibaribe e ainda temos esperança de ver esse rio usado como uma via de transporte”, destaca Lúcia Moura.

Ela entregou ao prefeito um ofício solicitando podas menos drásticas nas árvores. “As últimas podas nas Ruas da Amizade e das Graças foram feitas sem qualquer técnica.”

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