INICIATIVA

Projeto estimula leitura e pertencimento à comunidade em Camaragibe

Em dezembro, um livro será lançado, reunindo as histórias de 125 estudantes de escolas públicas

Editoria de Cidades
Editoria de Cidades
Publicado em 15/09/2017 às 8:15
Foto: Jair Alves/ Divulgação
Em dezembro, um livro será lançado, reunindo as histórias de 125 estudantes de escolas públicas - FOTO: Foto: Jair Alves/ Divulgação
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Estimular hábitos de leitura e criar o sentimento de pertencimento nas comunidades. Desde agosto, o projeto Histórias do Meu Povo ensina estudantes da rede pública de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR) a serem protagonistas da própria história. A iniciativa oferece oficinas e atividades a 125 crianças com idades entre 6 e 12 anos. Ao fim, um livro será lançado, reunindo as narrativas produzidas pelos jovens. 

Idealizado pela produtora Eliz Galvão e pela pedagoga Roma Julia, o projeto tem foco em estudantes com problemas de aprendizado. "Se o acesso à leitura já é difícil nas instituições, para essas crianças é ainda pior. Elas são excluídas e, frequentemente, têm problemas de autoestima. Queremos mostrar a elas que são capazes de aprender e escrever suas próprias histórias", defende Eliz.  

O Histórias do Meu povo acontece, simultaneamente, nas cinco regiões político-administrativas do município. Entre as oficinas estão contação de histórias, ilustração, musicalização e cartonagem. Através delas, estudantes irão conhecer os gêneros textuais e histórias da própria comunidade. Cada um produzirá, artesanalmente, um livro com suas experiências.  

Em dezembro, uma publicação reunirá textos de todos os participantes. Os 1.250 exemplares serão distribuídos para as famílias das crianças e instituições de ensino do município. Durante o lançamento, acontecerão cinco sessões de contação de histórias, promovidas pelos próprios autores.  

"O que me move é saber que o projeto assegura um direito que é de toda criança e adolescente: ter acesso à literatura. A questão da publicação dos textos tem como objetivo valorizar a produção dos jovens. Ter um livro na estante que eu mesma escrevi, dá mais vontade de ler e, quem sabe, produzir outros", afirma a contadora de histórias Roma Julia.  

APOIO

As duas desenvolvem um projeto semelhante, há dois anos, em um dos cinco polos onde a iniciativa está acontecendo. O sonho de expandir as oficinas pôde ser realizado a partir do apoio do governo do Estado, através do Funcultura.  A partir desse incentivo, as escolas municipais São José e Paulo Freire, além da Biblioteca Municipal de Camaragibe, do Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo e da Associação das Mulheres do Loteamento Santana, ainda receberão 25 exemplares de livros, para estimular a leitura de crianças e adultos.    

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