Colégio Saber Viver

Arquitetura a serviço do ensino

Colégio Saber Viver faz renovação permanente de estruturas, usadas com o estímulo de alunos dentro do projeto pedagógico da instituição

Mariane Monteiro
Mariane Monteiro
Publicado em 31/08/2019 às 8:54
Luisi Marques/JC360
FOTO: Luisi Marques/JC360
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Como a estrutura física, aliada à arquitetura, pode auxiliar o processo pedagógico de uma empresa educacional? Será que os estudantes se sentem mais estimulados a participar de uma atividade se a sala de aula tiver atrativos como iluminação natural, assentos dispostos em uma posição que favoreça o debate ou em uma biblioteca que não exija silêncio?

A primeira pergunta é permanente para o Colégio Saber Viver, que fica na Zona Norte do Recife. A gestão está comprometida em encontrar uma nova resposta a cada semestre. E essas novidades encorajam, sim, intervenções mais consistentes dos alunos. “Nossa preocupação em diversificar a arquitetura é fazer, por exemplo, com que eles discutam de modo mais próximo, em um espaço que é diferente do auditório”, contextualiza a orientadora pedagógica Alena Nobre.

O espaço a que ela está se referindo é a Sala Hub, adição mais recente da unidade do Saber Viver que abriga o Ensino Fundamental. No local, em meio a uma arquibancada colorida e muitos pufes, os estudantes podem assistir um filme e promover um debate, por exemplo. “Eles mesmos acabam criando programações que se encaixam no espaço, porque querem aproveitar a estrutura. Se fosse uma sala de aula tradicional, será que a criatividade seria estimulada dessa maneira?”, provoca.

Além da Sala Hub, o Saber Viver conta com diversos outros espaços pensados para misturar conforto, segurança e incentivo à aprendizagem. A Sala Experience é a biblioteca moderna, onde livros de papel estão bem acompanhados por tablets e e-books, além de um mobiliário e uma iluminação convidativos. “A preocupação em fazer os olhos de nossos alunos brilharem sempre existiu, mas ultimamente percebemos que isso exige uma diversidade maior, em função das mudanças sociais que estamos vivendo e que atingem a educação. Não é só mudar uma parede, precisa mudar o conceito. E a gente já percebe que o consumo de livros vem avançando depois da Experience. Um de nossos objetivos é despertar e manter o interesse dos alunos pela leitura. Se essa é uma geração nativa digital, o mundo virtual faz parte do cotidiano e é nosso trabalho garantir que seja uma experiência positiva”, pontua Natália Ayres, diretora pedagógica da escola.

CURRÍCULO

Oficina Maker, cantina climatizada, fonte, laboratório de robótica, espaços para teatro e música e salas de aula com muita iluminação natural compõem a estruturado Saber Viver, tanto na unidade do Fundamental quanto na sede da Educação Infantil. Mas o fio condutor para a utilização eficaz de todos esses espaços é o projeto pedagógico da escola, que se baseia em qualificação permanente da equipe e 34anosdehistórianomercado.

“Acreditamos que é papel da escola promover a formação completa do indivíduo, por isso tem o sesse cardápio de possibilidades. Trabalhamos com o currículo estendido, com turno integral em alguns dias da semana a partir do 5ºano, de modo a estimular competências cognitivas e interpessoais dos alunos”, explica Natália.

“Com o currículo estendido, ampliamos os conteúdos oferecidos aos nossos estudantes, de modo que desperte a atenção deles e os faça sujeitos do próprio aprendizado. Temos que formá-los pensando no futuro, sim, mas eles já exercem suas atividades agora, e não só lá na vida adulta. Então queremos aumentar o repertório linguístico e de experiências dessas crianças desde já”, completa Alena.

Luisi Marques/JC360
Alena (E) eNatália na Sala Hub,novidade mais recentedo Saber Viver. - Luisi Marques/JC360
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Oficina Maker oferece possibilidadesde colocar a mão namassa e aprenderfazendo. - Divulgação

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