EDUCAÇÃO

Novo reitor da UFPE promete focar no diálogo, protagonismo e inovação

Alfredo Gomes foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira. Ele vai comandar a UFPE até 2023

da editoria de Cidades
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Publicado em 11/10/2019 às 10:45
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Foto: Bianca Sousa / JC Imagem
Alfredo Gomes foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira. Ele vai comandar a UFPE até 2023 - FOTO: Foto: Bianca Sousa / JC Imagem
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Uma gestão que vai priorizar a união e o diálogo, focada na recuperação do protagonismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na inovação. É o que promete o professor Alfredo Macedo Gomes, 55 anos, oficialmente nomeado reitor na última quinta-feira (10), faltando três dias do fim da atual gestão de Anísio Brasileiro, que deixa o cargo sábado. O decreto com a nomeação, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, saiu no Diário Oficial da União de quinta. Não há ainda data definida da posse, em Brasília, mas a previsão é de que ocorra no início da próxima semana. Depende agora da agenda do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Enquanto isso, a reitoria será conduzida pela atual vice-reitora, Florisbela Campos, que assumirá a função interinamente.

“Recebemos com muita alegria a nomeação por parte da Presidência da República. Defendemos uma proposta de muita união, diálogo e mudanças na UFPE. O nosso processo de escolha recebeu o apoio da maioria dos três segmentos da universidade, alunos, docentes e técnicos”, destacou Alfredo Gomes, que terá mandato de quatro anos, até outubro de 2023.

A chapa dele, que tem como vice o professor Moacyr Araújo, foi a mais votada nos dois turnos da consulta acadêmica realizada em maio e junho. O nome de Alfredo Gomes também ficou em primeiro lugar na votação do Conselho Universitário, três meses atrás.

Diretor do Centro de Educação, Alfredo Gomes disse ter passado o dia ontem recebendo telefonemas e mensagens de congratulações pela sua nomeação. Rechaçou a ideia de que a UFPE estaria dividida. No início da semana, um grupo ingressou com ação popular na Justiça Federal questionando a lisura da lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário.

“Não existe essa divisão como aparentemente querem transparecer. Temos conversado amplamente com a comunidade acadêmica. A expectativa pela nossa nomeação era bastante compartilhada. Felizmente aconteceu”, comentou. Questionado se já tem equipe formada, ele disse que primeiro precisa tomar posse.

“Ficamos muito contentes. O professor Alfredo foi eleito pela comunidade e esse era o desejo da universidade. Estamos satisfeitos com a decisão do presidente da República de referendar isso. A UFPE se mantém coesa”, afirmou Anísio Brasileiro, à tarde, antes da cerimônia de entrega do título de professor emérito ao ex-reitor e ex-secretário de Educação de Pernambuco, Mozart Neves Ramos, na reitoria da instituição, no câmpus Recife.

PLANOS

Alfredo Gomes diz que o desejo é de aparar divergências. “Vamos trabalhar para unificar a universidade. É necessário resgatar o protagonismo da UFPE, a articulação com a sociedade e o mundo produtivo. A universidade vinha caminhando isolada, nos últimos tempos, em relação às pautas municipais e estadual. Pretendemos mudar isso significativamente”, assegurou.

Outra prioridade será melhorar a infraestrutura, “para oferecer condições dignas de permanência e trabalho a alunos, professores e servidores”, afirmou. A UFPE foi classificada, pelo Ranking Universitário da Folha de São Paulo deste ano, como a 10ª melhor do País.

A comunidade acadêmica é formada por cerca de 50 mil pessoas. São 40.906 alunos (em 108 cursos de graduação e 166 de pós) que estudam nos três câmpus da UFPE (Recife, Vitória de Santo Antão e Caruaru). Há ainda 2.886 docentes e 3.986 técnicos.

RECONHECIMENTO

Alfredo Gomes elogiou a gestão de Anísio Brasileiro, que entregará a “UFPE saneada, sem débitos”. Diante do cenário de menos recursos federais, embora o orçamento previsto para 2020 não contemple diminuição de verbas para educação, o professor planeja buscar apoio da bancada pernambucana no Congresso Nacional, “independentemente de partidos políticos”.

 

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