Recife

João da Costa anuncia melhorias para o Recife

Prefeito afirmou em coletiva que fará dragagem e recuperação de canais para evitar alagamentos na cidade

Diogo Menezes
Diogo Menezes
Publicado em 09/05/2011 às 13:46
Divulgação
FOTO: Divulgação
Leitura:

O prefeito João da Costa (PT) prometeu melhorar a drenagem em vários pontos da cidades, anunciou dragagem e recuperação de canais e manifestou grande preocupação com efeito das chuvas fortes e acima da média com os morros do Recife. João da Costa fez um esforço grande para descolar a gestão dos problemas dos alagamentos, sempre citando que nunca choveu tanto no Recife e a liberação das águas da barragem de Carpina agravaram problemas já existentes de drenagem na cidade.

“Com mais de mil milímetros, em dois meses, os morros estão que não aguentam”, afirmou. Além da preocupação com a situação extraordinária do momento, João da Costa contou que está preocupado com o futuro próximo porque recebeu informações de institutos de metereologia dando conta de que até agosto a tendência de chuvas acima da média é a mesma. “Com mais de mil milímetros, já choveu o dobro do previsto para março, abril e estes primeiros dias de maio”, afirmou.

Normalmente, a gestão da cidade só esperava enfrentar problemas com as águas em junho e agosto, não já agora em março e abril. “Há um mês que não se vê o sol”, reclamou João da Costa.

Na hora em que foi pressionado pelos alagamentos, João da Costa aproveitou as perguntas para elogiar indiretamente sua gestão e mostrar que acidentes naturais com água ocorrem em todas as cidades, citando o Morro do Bumba e Petrópolis, no Rio de Janeiro.

“Em 30 anos de gestão do Recife, quando choveu, onde foi que morreu gente? Nos morros! É lá que nós tivemos ações. Não vou citar nomes, mas teve ano que tivemos 83 pessoas soterradas nos nossos morros. Historicamente, era isto que acontecia na cidade”, observou.

No total, cerca de 18 canais estarão sendo dragados, recuperados, até mesmo com deslocamento de famílias.

João da Costa fez questão de elogiar o trabalho da equipe da Codecir. “Nós fizemos uma operação de guerra na quarta-feira. Retiramos 500 famílias em três horas, depois que tomamos conhecimento de um alerta de 100 milímetros de chuva e a elevação do nível do Rio Capibaribe (escoando as águas represadas na barragem de Carpina).

De quebra, ainda elogiou a gestão do aliado Eduardo Campos. Costa disse que a liberação das águas da barragem de Carpina foi feita de forma responsável. “Tudo isto traz mais trabalho para a Prefeitura do Recife, mas os prejuízos poderiam ter sido bem maiores para a população, sem a barragem”.

Outra preocupação é devolver as 510 famílias desalojadas para suas casas, assim que for possível. Caso as casas não tenham mais condições de moradia, a prefeitura do Recife prometeu fazer um cadastramento e incluir essas pessoas em um programa habitacional. Cerca de 1, 1mil pessoas estão desalojadas desde a semana passada.

O dirigente municipal disse apenas torcer para que o sol volte a aparecer e permita que boa parte das obras posse ser tocadas, quem sabe ainda para este inverno. Só na área de encostas há cerca de 100 obras de contenção.

Copa de 2014 - Ao ser indagado sobre o risco de problemas, com os eventos da copa do mundo de futebol de 2014, João da Costa disse que não podia garantir que não haveria alagamentos. “Em uma situação normal, não haveria os alagamentos. Se não for uma situação normal, como a que estamos vivendo, não posso garantir que não vai ter alagamentos. Qualquer cidade do mundo, com esse nível de preciptação, sofrerá com alagamento”.

Problemas pontuais - No caso da Avenida Agamenon Magalhães, por exemplo, a intenção da PCR é colocar bombas hidráulicas para evitar que as águas do canal inundem a via. Como o rio subiu muito o nível, a solução técnica não deu certo. João da Costa disse que chegou a tentar alugar bombas, mas com as obras em Suape os preços estão muito altos e o encaminhamento da ação é pela compra.

No que toca aos problemas que o Shopping Plaza enfrentou, com alagamento, João da Costa disse que uma solução possível seria a colocação de comportas naquele trecho do canal, como ocorreu com o Derby-Tacaruna, mas com a elevação do nível do rio de nada adiantaria.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias