entrevista

"Não confio mais na segurança da escola"

Veja depoimento da mãe da menina que fugiu do Colégio Damas na quarta-feira (3)

Emídia Felipe
Emídia Felipe
Publicado em 04/08/2011 às 23:21
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O Jornal do Commercio conversou com a mãe da menina que fugiu do Colégio Damas na quarta-feira (3). Ela afirmou que já havia alertado a direção para a falta de segurança e nenhuma providência foi tomada. Por isso, pediu a transferência da criança e começou a procurar outras instituições de ensino. Ela disse ainda que deverá acionar a GPCA.

JC – Sua filha estudava na mesma turma do garoto que fugiu com ela da escola?
MÃE– Sim, os dois estudavam no 1º ano B.

JC – Como a menina ia para a escola?
MÃE – Sempre comigo ou com o meu esposo.

JC – Vocês já tinham se queixado à instituição em relação à falta de segurança?
MÃE – Sim. A gente já tinha percebido que a escola é insegura. No Dia das Mães do ano passado, por exemplo, fui para uma comemoração na turma da minha filha, no início do turno. Quando acabou, os estudantes ainda teriam aula. Minha filha, então, teria que ficar na sala de aula. Mas, quando menos esperei, ela estava do meu lado, no estacionamento. Ninguém percebeu que ela saiu da sala. Relatamos essa e outras situações à escola e nenhuma providência foi tomada. Ontem, na hora da confusão, ninguém da escola ligou para a família do menino que fugiu com a minha filha. Eu e outro amigo do menino avisamos aos pais do garoto.

JC – A menina sairá mesmo da escola?
MÃE – Já começamos a procurar outras instituições de ensino. Escolhi o Damas para minha filha estudar por causa da formação religiosa e pelo projeto pedagógico. Quanto a isso, não me arrependo. Mas não confio mais na segurança da escola. Afinal, cheguei para buscar a menina e encontrei somente a bolsa dela. A sensação de perda e de impotência é horrível. Eu e meu esposo fazemos de tudo para ter tempo para nossas filhas (o casal tem outra menina, de 2 anos). Somos pais presentes e anteontem tivemos que vivenciar essa péssima experiência.

JC – A família irá acionar a Justiça?
MÃE – Provavelmente, não. Mas iremos para a GPCA. Antes disso, procuraremos um advogado para nos orientar. Nossa intenção é fazer o possível para que situações como essa não se repitam. Para que se tenha mais cuidado com as crianças.

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