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A nova face da Mata Sul após as enchentes

Em Palmares, avança plano para evitar tragédias em cheias do Rio Una. Após demolir imóveis, Estado prepara urbanização da orla

Do JC Online
Do JC Online
Publicado em 07/05/2012 às 22:15
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Depois de ser destruída pelas enchentes de 2010 e 2011, Palmares, na Mata Sul pernambucana, começa a mudar de cara. Os 113 imóveis comerciais localizados entre o Rio Una e a Avenida José Américo de Miranda, a principal entrada da cidade, já foram demolidos. Além disso, a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) apresentou o projeto preliminar da nova orla. O empreendimento prevê a construção de um calçadão, ciclovia, pista de cooper e jardins.

A obra terá 1,1 quilômetro de extensão e aproximadamente sete metros de largura. A Cehab aguarda que a Secretaria de Recursos Hídricos termine o alargamento do rio para, depois, iniciar a construção da nova orla, que vem sendo prometida pelo governo do Estado desde a primeira enchente.

O calçadão, segundo o presidente da companhia, Nilton Mota, deve ficar pronto no fim do ano, entre outubro e novembro. “É uma obra rápida, que leva entre 90 e 120 dias para terminar. Mas precisamos aguardar a Secretaria de Recursos Hídricos terminar a parte dela para que nós possamos começar”, explicou Mota.

Segundo ele, a largura da orla – espaço entre o rio e a pista – depende do talude deixado pela secretaria. “Nosso projeto prevê sete metros de largura. Mas precisamos aguardar quanto de espaço será deixado. Falta apenas isso para o projeto ficar completamente pronto e vamos saber isso em breve. Mas não acredito que fique longe dos sete metros”, avaliou o presidente da Cehab.

Ainda esta semana, deve ser concluído o estudo topográfico para definir as medidas que a abertura da calha do Rio Una deve alcançar. A derrocagem do Rio Una atingirá as cidades de Barreiros (6 quilômetros), Água Preta (4,5 quilômetros) e Palmares (5 quilômetros). Para isso, cerca de mil imóveis ainda devem ser desocupados e demolidos nas três cidades.

O projeto prevê que ao fim do talude haverá um guarda-corpo, depois terá início o calçadão, que será de piso do tipo intertravado. A ciclovia será do mesmo piso, mas de outra cor. Entre o calçadão e a ciclovia haverá um jardim ao longo de toda a orla. As duas faixas da Avenida José Américo de Miranda permanecem no mesmo local.
Mas a pista vai ganhar faixas de pedestre nas duas faixas e que se estende até a ciclovia. À margem do rio também serão construídos bancos de concreto para contemplação do Una. Do outro lado da avenida, haverá estacionamentos com vagas para deficientes.

Para a construção da nova orla, o governo do Estado precisou negociar a saída dos comerciantes da área, tarefa que não foi fácil. Até hoje, proprietários de lojas na área reclamam do baixo valor das indenizações e a falta de pontos comerciais na cidade. Alguns desistiram de continuar no ramo e outros chegaram a se mudar para cidades vizinhas.

Nesta segunda (7), representantes do governo do Estado estiveram em três cidades atingidas pelas cheias dos últimos dois anos, onde assinaram ordens de serviço para a construção de pontes. O primeiro município visitado foi Barreiros. Lá, foi assinada ordem de serviço para a instalação de uma ponte metálica que ligará o Centro da cidade à comunidade de Prainha.

Segundo o secretário da Casa Militar, coronel Mário Cavalcanti, a ponte custará R$ 150 mil. “Essa ponte vai beneficiar duas mil pessoas, que vão reduzir em quatro quilômetros o percurso para o Centro”, explicou. Em Palmares, o coronel assinou ordem de serviço para a construção de uma ponte no valor de R$ 1,4 milhão e que vai ajudar no acesso a engenhos da região, com o objetivo de escoar a produção local.

Em Quipapá, foi autorizada a colocação de duas pontes, com valores de R$ 395 mil e R$ 170 mil. Hoje, o coronel visita as cidades de Correntes e Bom Conselho (Agreste), também para a liberação de verbas para pontes.

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