saúde nas prisões

Cotel inaugura Centro de Diagnóstico em Tuberculose

Unidade médica dentro do Cotel, que é a sexta do Brasil e terceira do Nordeste, prevê controle da enfermidade entre detentos de presídios pernambucanos.

Milton Raulino
Milton Raulino
Publicado em 19/06/2012 às 9:16
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Unidade médica dentro do Cotel, que é a sexta do Brasil e terceira do Nordeste, prevê controle da enfermidade entre detentos de presídios pernambucanos. - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Na tarde desta terça-feira (19), às 14h, será inaugurado o primeiro Centro de Diagnósticos em Tuberculose em presídios de Pernambuco. Localizado no Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, a unidade de saúde, que é a sexta do Brasil e terceira do Nordeste, vai ajudar a controlar a enfermidade dos detentos dos presídios pernambucanos.

A iniciativa, uma parceria entre as Secretarias de Saúde (SES) e de Ressocialização (Seres), vai oferecer aos reeducandos os exames de baciloscopia - que possibilita a pesquisa bacteriológica - e o Raio-X de tórax, essenciais à detecção da tuberculose. Com a instalação do Centro de Diagnósticos, mais de 22 mil presos serão beneficiados.

A instalação do centro faz parte de um programa do Governo Federal que estimula a melhoria da saúde dentro dos presídios. Em Pernambuco, durante o ano de 2011, foram detectados 238 casos de tuberculose nos presídios, sendo que o risco de proliferação de enfermidades em unidades prisionais é 40 vezes maior que em condições normais. Além disso, Pernambuco é o segundo colocado no coeficiente de mortalidade da tuberculose no Brasil.

De acordo com a gerente-geral da Gerência de Doenças Transmitidas por Micobactérias da SES, Ana Lúcia Alves de Souza, a unidade médica vai trazer praticidade no tratamento dos presos, além de atender detentos de outras prisões. "O centro será a porta de entrada ao sistema prisional do Estado e também funcionará como apoio diagnóstico de casos suspeitos de tuberculose para as demais unidades prisionais. Com isso, vamos adequar o custo/benefício e evitar deslocamentos dos reeducandos às unidades de saúde para a realização de tais procedimentos", explica ela.

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