caso portinari

MAC continua sem reforço na segurança, quase dois anos após furto

No museu, nem sinal das prometidas câmeras de vídeo para acompanhar a movimentação de visitantes. Sensores de monitoramento e aumento de vigilantes também viraram lenda

Carlos Eduardo Santos
Carlos Eduardo Santos
Publicado em 30/06/2012 às 18:54
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O roubo ao quadro Enterro, de Cândido Portinari, foi considerado o maior a obras de artes de Pernambuco e um dos maiores do Brasil. Isso apenas para a polícia e quem admira e entende de artes plásticas. O governo do Estado, no entanto, parece não ter sentido o golpe.

Prova disso é que, quase dois anos depois do furto – que mobilizou as polícias de Pernambuco e Rio de Janeiro, além da Polícia Federal e até Interpol –, o MAC continua às traças.

Em visita ao local no fim da semana passada, a reportagem do JC percebeu que o projeto de reforço na segurança em um dos mais importante museus de arte contemporânea da América Latina permanece ainda na gaveta de alguma sala da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Nas dependências do museu, nem sinal das prometidas câmeras de vídeo para acompanhar a movimentação de visitantes. Sensores de monitoramento e aumento de vigilantes também viraram lenda.

O diretor de Gestão de Equipamentos Culturais da Fundarpe, Célio Pontes, afirmou que está sendo realizado um estudo técnico para instalação de circuito interno de TV não só no MAC, mas em outros 16 equipamentos culturais. “Tivemos que atualizar o projeto. Mas ainda este ano começa a funcionar. No domingo (hoje) haverá reforço no MAC com segurança armada de uma nova empresa”, garantiu.

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