trânsito

Solução da CTTU para a Zona Norte só fica pronta no final de 2013

Ponte, que está em fase de obras, vai ligar a Iputinga ao bairro do Monteiro

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 21/08/2012 às 21:58
Leitura:

A construção da ponte que ligará os bairros da Iputinga e de Monteiro, apontada pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) como a saída para o fim dos congestionamentos no binário da Zona Norte, está longe de ser uma solução imediata para o trânsito caótico da região. Promessa antiga da Prefeitura do Recife, o elevado teve as obras iniciadas em maio passado e deve ficar pronto somente no fim do ano que vem, se não houver atrasos. Solução ineficaz, já que o binário precisa de uma saída a curto prazo. Tantas foram as críticas de motoristas e moradores da área que o prefeito do Recife, João da Costa, que estava em Brasília na terça-feira (21), convocou por telefone uma reunião de emergência, nesta quarta (22), com a CTTU. O objetivo é resolver e redefinir as questões relativas ao trecho das Estradas do Encanamento e do Arraial, num prazo de 30 dias. Neste período, a companhia pretende se reunir com a comunidade para ouvir sugestões para o trânsito da área.

Infográfico

Ponte Iputinga-Monteiro

Enquanto muitos motoristas voltaram a reclamar do caos, principalmente na Praça de Parnamirim, a obra na Iputinga parece andar bem devagar. Cerca de 30 operários do consórcio Cinzel/Camilo Brito, responsável pela execução do projeto, trabalham no local, ainda na fase inicial de construção. A ponte terá 280 metros de extensão e 20 metros de largura, com quatro faixas para circulação de veículos e área de pedestre. Duas faixas funcionarão no sentido Monteiro-Iputinga e duas no trajeto inverso. O elevado faz parte do programa Capibaribe Melhor e vai interligar a Rua Pinto Campos, localizada na Praça do Monteiro (Zona Norte), e a Rua Maria de Fátima Soares, na Iputinga (Zona Oeste). O custo do projeto é de R$ 42,7 milhões.

No canteiro de obras na Iputinga, a imagem é de um imenso buraco margeando parte do Rio Capibaribe. “Depois que a ponte estiver pronta, quem circula pela Zona Norte poderá ter uma via de saída e chegada mais rápida”, explicou um dos engenheiros da obra, preferindo não se identificar. “Daqui os motoristas poderão ter um fluxo mais rápido, com saídas para as Avenidas Maurício de Nassau (paralela da Caxangá), São Mateus e Caxangá, além da BR-101”, disse.

A prefeitura, no entanto, tem enfrentado impasse, em relação às desapropriações. Mesmo com o início da construção e a indenização de algumas famílias do lado oeste, do lado norte a história é diferente. O problema está no fato de os moradores da comunidade Vila Esperança/Cabocó não terem chegado a um acordo sobre os valores a serem pagos. “Eles vieram aqui, fizeram a marcação de algumas casas e conversaram com os moradores. Mas muitos não concordam com os valores oferecidos”, diz Emerson Caetano, que mora na Rua Pinto Campos. “Vamos entrar na Justiça para que seja feita uma avaliação oficial, ou teremos prejuízo”, explicou. No projeto, a prefeitura pretende construir um conjunto residencial na região, para onde parte dessas famílias poderá ser removida.

Leia mais na edição desta quarta do JC

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias