GRANDE RECIFE

Proteção da orla vai demorar ainda mais

Previsão é que as obras reestruturadoras na capital, em Olinda, Paulista e Jaboatão só comecem em, no mínimo, dois meses

João Carvalho
João Carvalho
Publicado em 27/09/2012 às 5:39
Ricardo Bl Labastier/JC Imagem
Previsão é que as obras reestruturadoras na capital, em Olinda, Paulista e Jaboatão só comecem em, no mínimo, dois meses - FOTO: Ricardo Bl Labastier/JC Imagem
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As quatro cidades que sofrem hoje com o avanço do mar, na Região Metropolitana do Recife, só devem começar a receber as obras de reestruturação da orla em, no mínimo, dois meses, e a execução só vai ser colocada em prática com muita precaução e zelo ambiental. Pelo menos é o que garante projeto da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, responsável por estudos em Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes desde 2005, e que aguarda uma última licença da Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH).

Laudo sobre o impacto ambiental, solicitado pela secretaria ao Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), ainda não está pronto. Só depois de liberado vai ser reavaliado pela CPRH. O levantamento começou a ser feito em 2005 pela Universidade Federal de Pernambuco e teve participação de professores das universidades de Algarve, em Portugal, e Barcelona, na Espanha. O objetivo é a recuperação de 50 quilômetros da orla com um investimento de R$ 336 milhões, divididos entre os governos federal, estadual e municipais.

Na edição do JC desta quarta-feira, a Prefeitura de Jaboatão cobrou agilidade na liberação do laudo que autoriza o início da obra. A Secretaria de Desenvolvimento da cidade teme que a demora prejudique ainda mais a população. Eles afirmam que o projeto municipal foi elaborado no ano passado, após uma série de encontros entre a população e a prefeitura, mas teria emperrado por falta do laudo. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), a obra só começa depois dos estudos de impacto ambiental e de forma conjunta. Mas concorda que Jaboatão deve ser a primeira das quatro cidades a iniciar a execução do projeto.

Uma obra malfeita pode ser embargada e teríamos de refazer todo o trabalho

coordenadora de gerenciamento costeiro da Sema, Andréa Olinto

A coordenadora de gerenciamento costeiro da Sema, Andréa Olinto, lembrou que o projeto é antigo e todo o cuidado é necessário. “Desde a década de 90 foram feitas obras emergenciais nas quatro cidades, de forma pontual. Se um estudo tivesse sido feito na época teríamos diminuído o processo de erosão”, explicou. A coordenadora citou ainda que o estudo detalhado da UFPE durou quatro anos e custou R$ 2 milhões. “Uma obra malfeita pode ser embargada e teríamos de refazer todo o trabalho”, lembrou.

Leia mais na edição do JC desta quinta-feira (27)

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