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Agentes penitenciários de Pernambuco aderem à paralisação nacional

A greve foi deflagrada para contestar contra o veto da presidente Dilma Rousseff ao Projeto de Lei que permitiria os agentes a portarem armas de fogo fora do horário de serviço

Do JC Online
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Publicado em 30/01/2013 às 9:18
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Os presos de Pernambuco e de todo o Brasil terão seus direitos limitados nesta quarta-feira (30). Desde a Oh os agentes penitenciários estão em greve por um dia e o motivo da paralisação é o veto da presidente Dilma Rousseff ao Projeto de Lei Complementar (PLC 087/2011) que permitiria os agentes a portarem armas de fogo fora do horário de serviço.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE), Nivaldo de Oliveira Júnior, a decisão da presidente está equivocada. "Nós temos o papel não só de ressocialização, mas também de policiamento. O bandido não faz diferença entre os agentes e os policiais e temos que nos defender quando estamos fora do horário de serviço", disse.

Apesar dos agentes de Pernambuco terem autorização de portar armas fora das penitenciárias, a paralisação é nacional em "soliedariedade aos agentes dos estados que não permitem o uso". Ainda de acordo com Júnior, 87% dos agentes morrem no horário de folga. Número que, na verdade, chega a condizer com o fato dos presos não possuírem o direito de usar armas dentro das penitenciárias.

Durantes estas 24 horas, permanecerá funcionando nas prisões o socorro aos pacientes, a alimentação e o cumprimento dos mandados de prisão e alvará de soltura. Visitas íntimas, atendimento dos reeducandos e apresentações judiciais serão suspensas. "Os policiais militares predem enquando os civis autuam. Ambos passam apenas um ou dois dias com os presos enquanto nós passamos anos com eles", disse Júnior. Para ele, este motivo levaria ao aumento da violência contra os agentes fora das prisões.

O perigo da intensificação de acidentes se for dada a autorização aos agentes de portarem armas fora das penitenciárias não é justificativa para o presidente do sindicato." Também podem ocorrer acidentes com viaturas no trânsito", comparou. "O problema é a arma nas mãos dos bandidos, não nas dos agentes", finalizou.

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