Cidadania

Pesquisa aponta causa da dificuldade de reinserção social dos ex-presidiários

Para Instituto Brasileiro Pró-Cidadania, a falta de laços familiares das pessoas que saem do cárcere é o motivo dos problemas de reintegração social

Do JC Online
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Publicado em 19/03/2013 às 9:51
Foto: Alexandro Auller/Acervo JC Imagem
Para Instituto Brasileiro Pró-Cidadania, a falta de laços familiares das pessoas que saem do cárcere é o motivo dos problemas de reintegração social - FOTO: Foto: Alexandro Auller/Acervo JC Imagem
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Retomar a vida social e ingressar no mercado de trabalho é um desafio para todos aqueles que deixam o sistema penitenciário brasileiro após o cumprimento de suas penas. E a causa para essa dificuldade pode estar no rompimento dos laços familiares dos ex-presidiários. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro Pró-Cidadania, apresentada na manhã desta terça-feira (19).

Os pesquisadores do instituto chegaram a essa conclusão após analisar o comportamento dos ex-detentos da Penitenciária Professor Barreto Campelo e da Unidade Prisional Feminina Bom Pastor, localizadas em Itamaracá e no Recife, respectivamente. Eles ainda desenvolveram uma proposta de reinserção social dessas pessoas. Além de preocupar-se com a oferta de trabalho, a proposta considera fundamental o processo de reconciliação do ex-presidiário com sua família.

Todo o estudo foi realizado sob a coordenação de Carina Vasconcelos, do Conselho Penitenciario de Pernambuco, e de Estéfano Toscano, professor de Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Os resultados estão sendo divulgados no Seminário Nacional "Sistema Prisional e Reinserção Social", que acontece no Golden Tulip Recife Palace Hotel, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, nesta terça (19) e quarta-feira (20).

Mais de 100 inscritos de diversos estados brasileiros participam do evento, que também conta com o lançamento do documentário Têta. A produção narra o cotidiano da Unidade Prisional Feminina Bom Pastor e apresenta a ex-detenta Têta. Após o cumprimento de sua pena, ela conseguiu reintegrar-se à sociedade e hoje trabalha no Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Veja o documentário Têta:

 

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