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Passageiros e motoristas de ônibus esperam dias melhores

Enquanto licitação não entra em vigor, queixa é geral. Nesta terça, parte de motoristas da Borborema parou e cobrou providências

João Carvalho
João Carvalho
Publicado em 10/04/2013 às 5:38
Priscilla Buhr/JC Imagem
Enquanto licitação não entra em vigor, queixa é geral. Nesta terça, parte de motoristas da Borborema parou e cobrou providências - FOTO: Priscilla Buhr/JC Imagem
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A partir de agosto, as reclamações dos usuários de ônibus que fazem o transporte público na Região Metropolitana do Recife podem ter fim. Além da melhoria para os passageiros, motoristas e cobradores devem passar a trabalhar em veículos mais modernos, com equipamentos que deverão amenizar o calor e o estresse durante a jornada. Enquanto os problemas não são resolvidos, 150 funcionários da empresa Borborema resolveram fazer um protesto para reclamar das condições de trabalho. Durante a manhã desta terça-feira eles paralisaram as atividades e cobraram melhoria no sistema de transporte.

Motoristas e cobradores bloquearam a saída de uma das garagens da empresa, no Curado, Zona Oeste do Recife. As reivindicações eram pelo pagamento de hora extra e melhoria na infraestrutura dos coletivos.

No final da manhã, depois de uma reunião entre uma comissão de funcionários, representantes do Sindicato dos Rodoviários e direção da empresa, ficou acordado que os pedidos feitos pelos empregados vão ser acatados. Alguns a partir de hoje e outros daqui a um mês. No início da tarde os ônibus voltaram a circular normalmente.

Os funcionários reclamavam, principalmente, a falta do pagamento de horas extras. “Muitas vezes precisamos estourar o horário, por conta do trânsito. Nesse casos a hora extra não é paga”, lembrou Dejanilton dos Santos, motorista há 14 anos.

“O calor é outro problema. Trabalhamos nesse clima quente e vejo a hora passar mal ou ter que socorrer um passageiro, quando o ônibus está lotado”, citou o cobrador Carlos de Lima Tavares.

O novo processo de licitação para as empresas de ônibus, anunciado em janeiro passado, exige uma série de melhorias para atender a população.

O objetivo é selecionar sete empresas ou consórcios que assumirão lotes em áreas distintas do Grande Recife. Hoje, 18 empresas operam 3 mil ônibus em 385 linhas.

Leia mais na edição do JC desta quarta-feira (10)

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