moradia

Prefeitura do Recife promete novo conjunto habitacional

Sem ter iniciado obra de 4 conjuntos do Capibaribe Melhor, PCR anunciou construção de imóveis em Caranguejo-Tabaiares

Amanda Tavares
Amanda Tavares
Publicado em 10/04/2013 às 6:57
Igo Bione/JC Imagem
Sem ter iniciado obra de 4 conjuntos do Capibaribe Melhor, PCR anunciou construção de imóveis em Caranguejo-Tabaiares - FOTO: Igo Bione/JC Imagem
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Foram dois anos para que a dona de casa Alexandra Gomes, 21 anos, conseguisse construir sua residência e comprar todo o mobiliário. O sacrifício caiu por terra em 30 minutos, no último dia 22, quando um incêndio destruiu 27 palafitas na comunidade Caranguejo-Tabaiares, Ilha do Retiro, Zona Oeste, e deixou Alexandra e mais dezenas de famílias sem moradia. Depois da tragédia, o prefeito Geraldo Julio, que esteve no local no dia seguinte ao incêndio, assinou, anteontem, com o superintendente do Patrimônio da União, Paulo Ferrari, o contrato de cessão de um terreno de 8.799,95 m² próximo à localidade. Lá será construído um habitacional com 420 unidades.

A dona de casa que perdeu a moradia e os móveis viu ir embora também um pouco da sua esperança. “Vizinhos contam que eu nem havia nascido e políticos já visitavam a comunidade para prometer que iam tirar as pessoas daqui. Hoje já tenho um filho de 9 meses e espero que a mudança aconteça. Quero muito ter um lugar para abrigá-lo”, diz a mulher que hoje depende dos favores do irmão e da ex-sogra para viver.

A intervenção, que faz parte do projeto Capibaribe Melhor, beneficiará 50% dos moradores da Zona Especial de Interesse Social (Zeis) Caranguejo-Tabaiares (há 809 domicílios no local). A obra, orçada em R$ 26 milhões, prevê também saneamento e urbanização da área.

O habitacional será erguido em área de 13.117,20 m² – sendo 4.317,25 m² de um terreno cujo decreto de desapropriação foi publicado no Diário Oficial em fevereiro e mais 8.799,95 m² do terreno da União. Quando a posse do primeiro terreno for concedida, a prefeitura lançará chamada pública para escolha da empresa que construirá o habitacional.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Nilton Mota, explica que o processo de escolha dura, pelo menos, 30 dias. Depois um comitê com integrantes de órgãos como Compesa, Celpe e Secretaria de Meio Ambiente será formado para avaliar o projeto. “Por isso serão necessários até 70 dias para que a obra seja iniciada. A formação do comitê encurta o processo. Se o grupo não existisse, demoraria cerca de um ano e meio.”

Construções de outros habitacionais que fazem parte do Capibaribe Melhor foram anunciadas na gestão passada: um conjunto em Parnamirim, dois na Iputinga (Casarão do Barbalho e Capibaribe 1) e outro no Monteiro (Capibaribe 2), mas até agora não há sinal de obras em nenhum dos locais.

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