saúde

Médicos pernambucanos não vão entrar em greve

Categoria se reuniu na noite desta segunda-feira na Associação Médica de Pernambuco (AMPE)

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 26/08/2013 às 22:39
Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Categoria se reuniu na noite desta segunda-feira na Associação Médica de Pernambuco (AMPE) - Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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A categoria de médicos em Pernambuco, após indicativo de greve, decidiu não paralisar as atividades no Estado. A decisão saiu durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), promovida pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), na Associação Médica de Pernambuco (AMPE).

Os médicos estão contrariados e lutam contra a Medida Provisória 621, que instituiu a vinda de médicos estrangeiros por intermédio do programa Mais Médicos.

Nesta terça-feira (27), 52 sindicatos do País inteiro se reunirão no Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília, para deliberar sobre o movimento. Uma delas é a defesa do Revalida pelos estrangeiros.

No Recife, os médicos também consideraram o médico e senador por Pernambuco Humberto Costa (PT) pesona non grata. O mesmo ocorre ao secretário de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, Mozart Sales. 

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) afirma que não vai validar o diploma dos profissionais do programa (estrangeiros ou brasileiros formados no exterior), pois os médicos não podem exercer a profissão sem estarem registrados nos conselhos. “Nenhum selecionado do Mais Médicos procurou o Cremepe para se registrar. Além disso, entramos com uma Ação Civil Pública para não darmos o registro aos profissionais sem o Revalida e sem a prova de proficiência na língua portuguesa”, explica Helena Carneiro Leão, presidente do Cremepe.

DENÚNCIA - Os médicos pernambucanos também vão denunciar os médicos Paulo Santana - coordenador pedagógico do curso ministrado aos profissionais estrangeiros do Mais Médicos - e Rodrigo Cariri - tutor do programa na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A acusação é de que os profissionais infrigiram o Código de Ética Médica: "(...) assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens (...)"

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