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Polícia impede realização de protestos em Olinda

Policiais evitaram fechamento da Presidente Kennedy e manifestação no TI de Xambá

Rafael Carvalheira
Rafael Carvalheira
Publicado em 26/08/2013 às 22:02
Foto: Michele Souza/JC Imagem
Policiais evitaram fechamento da Presidente Kennedy e manifestação no TI de Xambá - Foto: Michele Souza/JC Imagem
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Policiais militares impediram nesta segunda-feira (26) que moradores de Peixinhos, em Olinda, realizassem um protesto marcado desde a semana passada. A manifestação na Avenida Presidente Kennedy era contra as mudanças na via e o funcionamento do Terminal Integrado de Xambá.

Cerca de 40 policiais em 10 viaturas da corporação impediram as tentativas dos moradores da Rua do Giriquiti, em Peixinhos, de fechar a Presidente Kennedy. Na semana passada, houve protesto em dias seguidos no local, inclusive com confronto entre policiais e manifestantes.

Antes mesmo de a manifestação ser iniciada esta segunda, a polícia havia detido duas pessoas, apreendido outras duas e encaminhado todas à Delegacia de Peixinhos. Dois adolescentes foram levados por portar querosene. Um homem e uma mulher, por desacato a autoridade.

“Eles estavam incitando a violência. Estamos aqui para garantir o direito de ir e vir das pessoas e vamos permanecer até que esteja tudo tranquilo”, afirmou o tenente-coronel da PM Gustavo Alves.

No TI de Xambá, um grupo formado por líderes comunitários e estudantes chegou a fechar por alguns minutos o cruzamento entre a Rua Capitão João Gonçalves da Luz e a Presidente Kennedy, impedindo a saída dos ônibus.

IMPRENSA - Ainda durante a tentativa de protesto no Terminal de Xambá, um policial não identificado abordou bruscamente a repórter fotográfica deste JC. O PM exigiu que a fotógrafa apagasse uma foto que teria sido feita do seu rosto.

O policial chegou a ameaçar recolher o equipamento e só devolver posteriormente, na delegacia. Mesmo com os argumentos da repórter de apenas estar registrando as imagens gerais do protesto, o PM exigiu ver a imagem e só então permitiu que a fotógrafa voltasse ao trabalho.

É a segunda vez que um profissional do JC é ameaçado por policiais durante protestos em Xambá. A primeira foi na semana passada.

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